Marcelo ficou “muito impressionado com a personalidade política” de Modi

O Presidente da República está de visita de estado à Índia.

Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa LUSA/ESTELA SILVA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou neste sábado ter ficado “muito impressionado com a personalidade política” do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e com o seu empenho no reforço das relações luso-indianas.

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra na Índia em visita de Estado, falava aos jornalistas junto à Porta da Índia, em Mumbai, um monumento construído durante o período colonial britânico, onde considerou que se vive um “novo tempo” no relacionamento bilateral, “um tempo de encontro”.

Depois de posar para a fotografia com a comitiva que o acompanha nesta visita de Estado, o Presidente da República assinalou que esta porta em frente ao Índico “era então a fronteira entre Ocidente e Oriente” e disse que por aqui “entra Portugal neste abraço fraterno à Índia”.

Questionado sobre a reunião que teve na sexta-feira com o primeiro-ministro indiano, o chefe de Estado respondeu que “superou a expectativa” pelo empenho que manifestou no reforço das relações entre Portugal e a Índia.

“Fiquei muito impressionado pela personalidade política do primeiro-ministro e muito impressionado, sobretudo, pelo empenho dele nesta nova fase do relacionamento entre os dois países”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que “tinha a noção, à distância”, pelo que lhe tinha sido contado, nomeadamente por António Costa, “da visão e do empenho do primeiro-ministro Modi relativamente ao relacionamento entre os dois países”.

“Superou a expectativa porque o vejo ainda mais empenhado do que eu, muito empenhado que eu já entendia que ele estava antes de o conhecer pessoalmente”, acrescentou.

O Presidente da República deslocou-se a pé até à Porta da Índia desde o Taj Mahal Palace, onde prestou homenagem às vítimas dos ataques terroristas de 2008, que ocorreram em vários lugares de Mumbai, entre os quais este hotel histórico, onde morreram 31 pessoas.

“É muito impressionante, porque passados estes anos todos a própria gestora, a directora-geral do hotel, dizia como o hotel se refez rapidamente, está cheio, como vêem, mas ficou sempre muito marcado por aquilo que aconteceu e que está no subconsciente, diz ela, todos os dias”, relatou.

À chegada ao Taj Mahal Palace, Marcelo Rebelo de Sousa cruzou-se com pianista Maria João Pires, que vai dar dois concertos em Mumbai.

“Minha querida, mas este é um mundo pequeno. Esta mulher está em toda a parte, é como Deus. Que bom, mas que coincidência óptima”, exclamou o Presidente da República, quando a viu, à porta do hotel.

Na Porta da Índia, o Presidente da República encontrou turistas portugueses, que espreitavam do lado de lá de uma barreira de segurança colocada para a sua visita.

“Ponham-se de costas e tiramos uma “selfie”, porque eu não consigo saltar isto”, sugeriu Marcelo Rebelo de Sousa.