Análises aos portugueses sob quarentena deram negativo

Dezoito portugueses e duas brasileiras que regressaram de Wuhan e estiveram sob quarentena no Hospital Pulido Valente não estão infectados com o novo coronavírus.

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Paulo Pimenta

A quarentena voluntária cumprida pelos 18 portugueses e duas cidadãs brasileiras que regressaram de Wuhan, na China, termina este sábado.

Em comunicado enviado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) refere-se que os cidadãos em causa foram testados ontem pela segunda vez e que “as análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, com duas amostras biológicas, foram todas negativas”.

Por isso, acrescenta o comunicado, “os 20 cidadãos repatriados que estiveram em instalações dedicadas para o efeito, no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), terminam amanhã o período de isolamento profiláctico voluntário de 14 dias”.

No grupo estão 18 cidadãos de nacionalidade portuguesa e duas cidadãs brasileiras que foram retirados de Wuhan pelo Governo português e que, à chegada, decidiram ficar em isolamento até que passasse o período de incubação da doença, que será de até 14 dias. Os vinte cidadãos estiveram sempre assintomáticos, portanto os prognósticos eram bastante favoráveis, sendo previsível o retorno de todos a casa.

Os cidadãos repatriados chegaram a Lisboa a 2 de Fevereiro. As primeiras análises deram negativo e a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse à agência Lusa que uma equipa do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge estaria pelas 9h30 de sexta-feira no Pulido Valente, para fazer uma nova recolha de amostras respiratórias.

Desde o início do mês que os 20 cidadãos estão instalados no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), num isolamento voluntário que tem, essencialmente, carácter preventivo.

O coronavírus Covid-19 já provocou 1526 mortos e infectou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial. A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detectada no final do ano.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Em Portugal, houve sete casos suspeitos de infecção, mas foram todos declarados negativos.

A China anunciou uma mudança de critérios na classificação de infectados pelo novo coronavírus, não sendo obrigatório uma análise laboratorial positiva. Segundo Graça Freitas, esta alteração é “normal e legítima”, uma vez que passa a basear-se em critérios clínicos e em exames radiológicos que confirmem uma pneumonia.

A alteração deste critério permitiu, segundo a directora-geral da Saúde de Portugal, incluir nos infectados, de modo retrospectivo, pessoas doentes e que não chegaram a fazer análise laboratorial. Por outro lado, pode melhorar a capacidade de tratamento, uma vez que os doentes passam de imediato a receber tratamento, mesmo antes ou sem a confirmação laboratorial.

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