Operação “ilegal” da PJM em Tancos “estava a ter uma atenção das altas esferas do Estado”

Um dos acusados e investigador da GNR de Loulé menciona especificamente o ex-ministro Azeredo Lopes, mais do que uma vez. “[O conhecimento e o interesse do Governo] é que nos dava segurança”, disse na fase de instrução que começou no início de Janeiro.

Polícia Judiciária Militar
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Rui Gaudêncio

Bruno Ataíde, militar do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Loulé, e um dos arguidos do processo de Tancos, optou pelo silêncio enquanto não foi formalmente acusado, mas o seu interrogatório na fase de instrução foi um dos mais demorados. À saída do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, o seu advogado respondia de forma evasiva a uma pergunta dos jornalistas sobre a cumplicidade das hierarquias da GNR através do conhecimento do plano de recuperação do armamento. “Presumimos que sim”, disse Fernando Cabrita.