Hair Love: a curta que celebra o cabelo das pessoas negras ganhou um Óscar

É uma história sobre um pai afro-americano a tentar pentear o cabelo da filha pela primeira vez. Problema: o cabelo encaracolado de Zuri tem vida própria e ele não está a conseguir prendê-lo da forma que a filha gosta. Um tutorial da mãe, a quem Issa Rae empresta a voz, guia Stephen por uma montanha de condicionadores, pentes, caracóis e elásticos, até chegar a um puxo perfeito (e a deixar uma menina orgulhosa do seu cabelo natural). 

Hair Love, que pode ser visto aqui integralmente, "nasceu de querer ver mais representação na animação, mas também de querer normalizar o cabelo das pessoas negras", disse o realizador no discurso de aceitação do Óscar de Melhor Curta-metragem Animada, na madrugada de segunda-feira, 10 de Fevereiro.

Entre a plateia estava DeAndre Arnold, um adolescente norte-americano que foi suspenso porque as rastas que usa desde o 7.º ano violavam o código de vestuário da escola secundária que frequenta, no estado do Texas, por serem "demasiado longas". Os produtores da curta, Gabrielle Union e Dwyane Wade, convidaram-no para a cerimónia depois de o finalista ter sido avisado que, a não ser que cortasse o cabelo, não poderia entrar na cerimónia de graduação do secundário. "Podemos ter uma oportunidade real para tornar ilegal a discriminação baseada no cabelo através do Crown Act, que poderá tornar-se lei em todos os 50 estados", continuou o realizador, que dedicou o prémio ao basquetebolista Kobe Bryant.

"O miúdo com rastas está nos Óscares. Enquanto todas as pessoas em casa estão chateadas, eu estou nos Óscares", disse DeAndre ao New York Times. 

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