Natalie Portman veste homenagem às realizadoras ignoradas nos Óscares

A actriz israelita usou uma capa bordada pela Dior com o nome das realizadoras “que não foram reconhecidas pelo seu fantástico trabalho este ano”.

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Natalie Portman à chegada à cerimónia dos Óscares Reuters/Eric Gaillard
,Diretor de filme
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A capa foi bordada pela Dior LUSA/DAVID SWANSON
,tapete vermelho
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Não é a primeira vez que a actriz de 38 anos alerta para a exclusão das mulheres nas nomeações de prémios Reuters/Eric Gaillard
,Academia de Artes e Ciências Cinematográficas
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Greta Gerwig, Lulu Wang e Lorene Scafaria são alguns dos nomes gravados. LUSA/DAVID SWANSON
,Hollywood
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Kathryn Bigelow foi a única mulher a vencer o prémio de melhor realizadora nos Óscares LUSA/DAVID SWANSON

Natalie Portman usou a passadeira vermelha para fazer uma declaração considerada feminista. A actriz desfilou com uma capa Dior gravada com os nomes das realizadoras ignoradas nas nomeações dos Óscares.

As realizadoras Greta Gerwig (Mulherzinhas), Lorene Scafaria (Ousadas e Golpistas), Lulu Wang (A Despedida) e Melina Matsouka (Queen & Slim) não foram nomeadas e Natalie Portman fez questão que todos soubessem o quanto isso a desagradou. A categoria de melhor realizador esteve, pelo segundo ano consecutivo, reservado apenas a homens. O sul coreano Boong Joon Ho, com Parasitas, foi o grande vencedor deste ano, abrindo a porta grande de Hollywood ao cinema internacional. 

Na passadeira vermelha, a actriz israelita desfilou com uma capa Dior preta, que no contorno tinha bordado, a dourado, os nomes de algumas realizadoras de Hollywood, que foram excluídas das nomeações dos Óscares deste ano. “Quis, de uma forma subtil, homenagear as mulheres que não foram reconhecidas pelo seu fantástico trabalho este ano”, explica Natalie Portman, num vídeo a circular no Twitter.

Não é a primeira vez que a actriz toma este tipo de posições publicamente. Em 2018, durante a cerimónia dos Globos de Ouro, Portman fez referência a que os nomes na lista dos melhores realizadores eram todos masculinos. Antes disso, em 2015, a actriz recusou-se a assinar um contrato cinematográfico porque o filme não era realizado por uma mulher.

Esta é a 92ª edição dos Óscares e desde 1929, apenas uma mulher venceu o prémio para a melhor realização, foi Kathryn Bigelow — em 2010 com Estado de Guerra —, em todos estes anos, apenas cinco mulheres foram nomeadas para esta categoria.

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