Carrasco de Ronaldo dá triunfo a Marselha e madeirense bate mais um recorde em Itália

Cristiano marcou pela 10.ª jornada consecutiva pela Juventus, mas a formação de Turim saiu derrotada de Verona. Dimitri Payet rendeu mais três pontos a Villas-Boas em França

Dimitri Payet foi a figura do jogo do Marselha frente ao Toulouse
Foto
Dimitri Payet foi a figura do jogo do Marselha frente ao Toulouse Reuters/JEAN-PAUL PELISSIER

Não se sabe qual seria o desfecho do Euro 2016 se Dimitri Payet não tivesse lesionado Cristiano Ronaldo da final de Paris, logo aos 25 minutos. O que se sabe é que a infelicidade do madeirense acabou por motivar Portugal para a conquista do troféu frente à selecção anfitriã. Desde então, a carreira do francês não foi particularmente ascendente. As suas exibições na Premier League, ao serviço do West Ham, foram empalidecendo e acabou por regressar ao Marselha, onde encontrou esta temporada o treinador André Villas-Boas. Este sábado apontou o único golo do triunfo sobre o Toulouse.

Nascido há 32 anos na pequena ilha de Reunião, um departamento ultramarino francês no Oceano Índico, Payet chegou à metrópole europeia em 1999 para integrar as camadas de formação do Le Havre. Foram anos tumultuosos para o jovem, que teve inúmeros problemas de adaptação. Foi acusado pelos dirigentes de ter um carácter complicado e falta de motivação e acabou por ser dispensado.

Tomou a decisão de abandonar o futebol. Encontrou um emprego na secção de roupas de um supermercado. Juntou dinheiro para regressar a casa, onde o pai, Alain, o convenceu a dar mais uma hipótese a uma carreira desportiva. Alinhou no clube local AS Excelsior, antes de receber uma nova chamada de França.

Iria iniciar a carreira profissional no Nantes, em 2005-06. Um arranque efémero, acabando por ser despromovido às reservas da equipa antes de regressar à formação principal em 2006-07. Destacou-se, mas o Nantes seria despromovido no final dessa temporada.

Já Payet iria prosseguir na divisão principal, transferindo-se para o Saint-Étienne, a troco de quatro milhões de euros. Foram quatro temporadas com muitos altos e baixos e alguns casos de indisciplina pelo meio. Uma constante na sua carreira. Seguiu-se o Lille (2011-2013), então detentor do título, que o contratou por nove milhões de euros.

O Marselha foi o seu destino seguinte. Brilhou particularmente na segunda temporada na cidade mediterrânica (2014-15), somando inúmeras assistências para golo. Os seus desempenhos levaram-no à primeira experiência fora do contexto futebolístico francês, ao serviço do West Ham da Premier League inglesa. Destacou-se em Londres e convenceu Didier Deschamps a integrá-lo no elenco da selecção francesa no Euro 2016.

Apontou dois grandes golos na fase de grupos, frente à Roménia (2-1) e Albânia (2-0). Voltaria a marcar nos quartos-de-final, na goleada imposta à Islândia (5-2) e foi titular na final com Portugal. O lance em que lesionou Ronaldo correu mundo e deixou-lhe um gosto amargo. Desgastado pela polémica que envolveu o lance fatídico, que garantiu não ter sido maldoso, chegou mesmo a proibir os filhos de falarem de CR7 em casa.

A sua passagem pelo futebol inglês também não durou muito mais. Incompatibilizou-se com o treinador croata Slaven Bilic, perdeu espaço e anunciou que queria regressar a França durante a temporada de 2016-17. De novo para o Marselha que desembolsou 25 milhões de euros para o reaver. Tem sido presença constante na equipa e isso não mudou com a chegada do treinador português Villas-Boas esta época.

Soma 11 golos em 23 jogos, oito dos quais no campeonato. Marcou nos últimos dois encontros da Liga e tem ajudado à boa temporada do Marselha, que segue confortável na segunda posição, apenas (muito) atrás do milionário PSG, que disputa um campeonato à parte.

Outro recorde de Ronaldo

Se Dimitri Payet foi a figura do jogo do Marselha frente ao Toulouse, Cristiano Ronaldo também marcou pela Juventus, na deslocação ao terreno do Verona. Mas no campeonato a história não acabou bem para a Juventus. O golo do português rendeu-lhe mais um recorde, tornando-se no primeiro jogador da Juve a marcar em dez jornadas do campeonato italiano consecutivas, mas não foi suficiente para evitar a derrota da equipa de Turim, por 2-1.

Ronaldo colocou os visitantes em vantagem, aos 65’, mas a recepção do Verona foi contundente. Aos 76’, Fabio Borini repôs a igualdade e, a quatro minutos dos 90’, Giampaolo Pazzini deu a volta ao resultado, na marcação de uma grande penalidade.

Foi a terceira derrota da Juventus esta temporada, que pode amanhã ser apanhada no topo da classificação pelo Inter que defronta o AC Milan, no derby de Milão.

Em Espanha, o Atlético de Madrid regressou aos triunfos, batendo em casa o Granada, por 1-0 (Ángel Correa, aos 6’). De fora ficou o português João Félix a recuperar de uma lesão.