Conselho de Defesa Nacional informado de decisões sobre força destacada no Iraque

Em finais de Janeiro, Gomes Cravinho anunciou que em duas semanas seria tomada uma resolução sobre aquela missão de formação da tropa iraquiana.

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Militares portugueses no Mali LUSA/CEMGFA

O Conselho Superior de Defesa Nacional foi esta quarta-feira informado sobre a situação político-militar no Iraque e sobre os desenvolvimentos e decisões relativos à força nacional destacada neste país, a cerca de 50 km da capital Bagdade.

Esta informação consta de um comunicado divulgado no final da reunião deste órgão consultivo, realizada no Palácio de Belém, em Lisboa, no qual, contudo, não são anunciadas quaisquer decisões.

Segundo o comunicado, o Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu-se, sob a presidência do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, “para se inteirar sobre a situação político-militar no Iraque, nomeadamente, no que respeita aos desenvolvimentos e decisões para as forças nacionais destacadas”.

Recorda-se que em entrevista ao PÚBLICO/ Rádio Renascença no programa Hora da Verdade de 27 de Janeiro, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, admitiu, então, que nas próximas duas semanas seria tomada uma decisão quanto ao futuro da missão de formação dos militares portugueses.

Os 35 homens enviados em Novembro para a formação do exército iraquiano estão parados desde o início de Janeiro, quando do raide norte-americano que matou o general iraniano Qassem Soleimani. Como a sua missão era de seis meses, portanto até Maio, teria de ser tomada uma decisão. O que, o comunicado do Conselho Superior de Defesa Nacional não esclarece.

“O Conselho foi informado sobre o ponto de situação das forças nacionais destacadas, com especial destaque para a presença e actividades em curso na região da África subsaariana”, lê-se na comunicação. Na apresentação do Orçamento da Defesa na Assembleia da República, o ministro Gomes Cravinho revelou aos deputados a crescente importância da situação no Golfo da Guiné, região que era palco de entre 60 a 70% dos actos de pirataria.