Novo director da PSP alerta para taxa “demasiada elevada” de viaturas paradas

“Temos efectivamente uma taxa de inoperacionalidade demasiado elevada das viaturas policiais”, admitiu o superintendente-chefe Manuel Augusto Magina da Silva, no final da sua tomada de posse.

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LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO

O novo director nacional da PSP disse esta segunda-feira que esta força policial tem “todos os meios que precisa para cumprir a missão”, mas existe uma taxa “demasiada elevada” de viaturas que estão inoperacionais.

“A PSP tem todos os meios de que precisa para cumprir a sua missão, obviamente que a questão das viaturas é um ponto crítico que procuraremos junto com a tutela ultrapassar. Temos efectivamente uma taxa de inoperacionalidade demasiado elevada das viaturas policiais”, disse aos jornalistas o superintendente-chefe Manuel Augusto Magina da Silva, no final da sua tomada de posse no Ministério da Administração Interna, em Lisboa

O novo director da Polícia de Segurança Pública sublinhou que “obviamente” gostaria de ter mais meios, nomeadamente viaturas, armamento e material de protecção, mas a sua “obrigação e função é fazer o melhor possível” com o que tem.

Sobre a admissão este ano de 1.000 novos agentes para a PSP, anunciado pelo ministro da Administração Interna, Magina da Silva considerou ser “um número muito interessante”, ressalvado que, neste momento, as saídas de polícias para a pré-aposentação estão limitadas às entradas.

No seu discurso de tomada de posse, muito voltado para dentro da instituição, Magina da Silva apontou “quatro eixos estratégicos principais” para a direcção que agora lidera, designadamente “liderança, motivação e comunicação”, “capacitação técnica, física e logística”, “proximidade, visibilidade e reactividade” e “imagem institucional”.

Sobre a primeira prioridade (liderança, motivação e comunicação), considerou ser sua “convicção que apenas polícias confiantes e motivados podem dar confiança aos cidadãos que servem e protegem”.

“Para que a PSP tenha sucesso tem de ter polícias motivados e confiantes e isso é uma prioridade da minha direcção. O sucesso da PSP não é conseguido se não tivermos polícias coesos e que estejam motivados nas funções que desempenham”, sustentou nas declarações aos jornalistas, destacando que vai manter o diálogo com os sindicatos da PSP, que considerou serem parceiros.

Magina da Silva referiu que vai haver com os sindicatos “contactos regulares e periódicos”, para que “estejam mais informados do que se está a passar, e também para que o director nacional fique mais informado das aspirações dos sindicatos”.

O novo director da PSP sublinhou igualmente que quer “incentivar e manter uma aposta forte na formação do pessoal policial e de apoio à actividade operacional, a todos os níveis”.

“Os problemas estão identificados e diagnosticados. Chegou o tempo de fazer. Em todas as organizações e sociedades existem os críticos destrutivos, os faladores e os fazedores. Exorto todos os polícias da PSP, nos quais me incluo, bem como todo o pessoal de apoio à actividade operacional, independentemente da função que desempenham e da sua categoria hierárquica, a que engrossem o grupo dos fazedores, para que todos juntos consigamos corresponder ao muito que se espera de nós”, disse ainda Magina da Silva.

Magina da Silva, até agora número dois da PSP, tomou posse como director nacional da Polícia Segurança Pública e substitui Luís Farinha, que estava no cargo desde Novembro de 2013 e cujo mandato já tinha terminado em Novembro de 2019.

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