Os animais eram mantidos em jaulas
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Os animais eram mantidos em jaulas POLÍCIA NACIONAL

270 cães encontrados em duas caves em Espanha. Alguns tinham as cordas vocais cortadas

Os animais foram encontrados em duas habitações nos arredores de Madrid. Cinco pessoas foram detidas, incluindo dois veterinários. Autoridades acreditam que grupo terá lucrado mais de dois milhões de euros com a venda de cães bebés.

A Polícia Nacional espanhola encontrou esta semana cerca de 270 cães em duas caves de duas habitações de Meco e Arganda del Rey, nos arredores de Madrid. Segundo uma publicação daquela força de segurança no Facebook, os animais eram mantidos em jaulas e muitos tinham as cordas vocais cortadas. A polícia acredita que criadores tenham cortado as cordas vocais aos animais para que estes não ladrassem e fossem ouvidos pelos vizinhos.

Os cães, maioritariamente da raça chihuahua e ​pomenerian, foram resgatados esta quinta-feira das duas explorações ilegais e faziam parte de uma rede de tráfico ilegal de cães. As autoridades estimam que os criadores tenham lucrado mais de dois milhões de euros com a venda de cães bebé.

Em vários vídeos partilhados nas redes sociais, é possível ver as condições em que os animais eram mantidos. “Os cães estavam num local construído nas caves de duas casas com más condições higiénico-sanitárias e de habitabilidade, e alguns deles tinham as das cordas vocais danificadas. Actualmente, estão sob a custódia de várias associações de protecção de animais e aguardam a decisão judicial para saber qual o seu destino”, escreve a polícia na publicação.

De acordo com o Partido Animalista contra o Mau Trato Animal (em espanhol, Partido Animalista Contra el Maltrato Animal ou PACMA), que também denuncia o caso, “as fêmeas eram exploradas até a exaustão para dar à luz”. “Os agentes localizaram ainda dois cães mortos e congelados, embrulhados em jornal”, refere o partido na sua página, admitindo que terá sido o responsável por alertar as autoridades para o caso depois de receber uma denúncia anónima.

Cinco pessoas foram detidas, incluindo dois veterinários que, segundo as autoridades, estão entre os principais distribuidores de cães a nível europeu. O grupo foi acusado de maus-tratos a animais, falsificação de documentos e tráfico internacional.