Dança 2020

Eisa Jocson: da dança do varão à mão-de-obra barata da Disney

A coreógrafa e bailarina filipina será um dos nomes em destaque da quinta edição do Festival DDD. Arte e entretenimento, sexo e género, o corpo como mercadoria e precariado: Eisa Jocson é um corpo de intersecções.

Através do seu “corpo-hóspede”, traz para os circuitos validados da dança contemporânea as políticas de outros corpos-mercadoria, na fronteira entre arte, entretenimento e precariado
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Através do seu “corpo-hóspede”, traz para os circuitos validados da dança contemporânea as políticas de outros corpos-mercadoria, na fronteira entre arte, entretenimento e precariado

Em 2016, Eisa foi talvez o acontecimento mais insólito da programação do Teatro Municipal do Porto. Primeiro no varão com saltos-agulha e pernas deslizantes, a fazer de mulher, depois num estrado com texanas, terço ao pescoço e braços musculados, a fazer de homem, a bailarina, coreógrafa e artista visual filipina trouxe ao Rivoli dois exemplos da dança enquanto trabalho marginal, ligado à vida nocturna, e do corpo dançante enquanto mercadoria na indústria do entretenimento, com foco na Ásia.