Reportagem

No teatro, como nas aulas, esta escola é uma ferida aberta

É uma peça escrita e interpretada sobretudo por professores do básico e do secundário. Não há direito a coisas fofinhas ou a sonhos cor-de-rosa. Apenas a uma realidade que os está a consumir neste “beco sem saída” que a escola também pode ser.

“Muito bom dia a todos. Antes de começar, vamos só relembrar que o perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória não se constitui como qualquer tentativa de uniformizar com referência a um perfil estável e unilateral, mas sim amplo e abrangente, redondo e multifacetado e, ainda assim, claro e objectivo. Assim, não se trata de definir um mínimo, nem um ideal, mas sim o que se pode considerar desejável, com a necessária flexibilidade para não considerar o desejo dominante em relação ao desejo submisso de modo estanque, mas sim de forma dinâmica e mobilizadora (…).”