Funeral de Giovani: cardeal rejeita “ódio e vingança” e exige “justiça”

Luís Giovani Rodrigues, de 21 anos, faleceu no dia 31 de Dezembro de 2019, em Bragança, na sequência de agressões sofridas dez dias antes.

,Mário Centeno
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Marcha em Bragança no último sábado PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Dom Arlindo Furtado, cardeal e bispo da Diocese de Santiago, em Cabo Verde, presidiu neste sábado ao funeral de Luís Giovani, que faleceu depois de ter sido agredido em Bragança.

De acordo com a agência Ecclesia, Arlindo Furtado disse que “o trágico acontecimento que envolve a pessoa e a vida de Giovani tornou-se um acontecimento nacional e ultra nacional, porque se trata da uma vida humana e ninguém tem direito de estrangular a vida humana”. Arlindo Furtado também rejeitou “o ódio e a vingança” e exigiu “justiça”.

Na homilia, na paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, no município de Mosteiros, ilha cabo-verdiana do Fogo de onde era natural Luís Giovani, o cardeal e bispo de Santiago de Cabo Verde disse que esta morte fez gerar “sementes de solidariedade, amizade comunhão”.

Lembrou ainda que o jovem estudante era colaborador da paróquia local e da diocese, onde aprendeu a ser “solidário com Jesus”, pertencia ao grupo coral, aos acólitos e aos escuteiros. “Se ele aprendeu com Jesus a ser comunidade, a ser solidário, a pôr-se ao serviço dos outros, também merece que nós sejamos solidários com ele. Mas merece sobretudo que Jesus Salvador seja solidário com ele”, afirmou.

Em Bragança, onde faleceu, Luís Giovani foi homenageado com uma marcha silenciosa, no último sábado, a que se associou o bispo de Bragança-Miranda, como recordou o cardeal Arlindo Furtado.

Luís Giovani Rodrigues, de 21 anos, faleceu no dia 31 de Dezembro de 2019, em Bragança, onde era aluno da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela, vítima de agressões que sofreu 10 dias antes. A Policia Judiciária deteve, nesta sexta-feira, cinco suspeitos das agressões. Encontram-se em prisão preventiva a aguardar julgamento.