PSD: Montenegro pede a Jurisdição inquérito sobre votação em Freixo de Espada à Cinta

Militantes terão votado sem sair de casa

Luís Montenegro acusou Rui Rio de pactuar com "comportamentos inaceitáveis" nas eleições internas
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Luís Montenegro acusou Rui Rio de pactuar com "comportamentos inaceitáveis" nas eleições internas LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

A candidatura de Luís Montenegro pediu esta quinta-feira ao conselho de jurisdição nacional do PSD que abra imediatamente um inquérito sobre alegadas irregularidades em Freixo de Espada à Cinta na primeira volta das directas relatadas pelo jornal online Observador.

Em comunicado, a candidatura pede ainda que, se forem confirmados os factos relatados na notícia – de militantes que terão votado sem sair de casa –, “seja declarado inválido” o escrutínio da secção de Freixo de Espada à Cinta (Bragança), onde votaram 25 dos 26 militantes inscritos, e todos no actual presidente Rui Rio.

“Deixar claro, no plano político, que o candidato Rui Rio está permanentemente a falar de ética relativamente aos outros, mas pactua com comportamentos inaceitáveis em benefício da sua candidatura”, refere a candidatura, que pede ao CJN que actue “de imediato” sobre os responsáveis de “tão grave violação das regras democráticas”.

O Observador identificou pelo menos dois militantes que, não podendo sair de casa, terão dito ao mandatário local de Rui Rio, Ricardo Madeira, para “fazer o risquinho onde quisesse”. Ao mesmo jornal, o presidente da secção disse desconhecer o que se passou.

O regulamento da eleição do presidente da comissão política nacional determina que “o exercício de voto não é delegável, nem pode ser efectuado por correspondência”. O presidente do PSD é eleito pelos militantes do partido, com capacidade eleitoral activa, “por sufrágio universal, directo, secreto e com voto nominativo”.

Rui Rio e Luís Montenegro disputam no sábado a segunda volta das eleições directas para escolher o próximo líder do PSD.

O actual presidente do PSD foi o candidato mais votado na primeira volta das directas, com 49,02% dos votos expressos, enquanto o antigo líder parlamentar conseguiu 41,42%. Miguel Pinto Luz, o terceiro candidato mais votado, obteve 9,55% (3030 votos) e ficou fora da segunda volta.

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