Torne-se perito Crítica

Corpos e almas

Não é bem um regresso à melhor forma de Terrence Malick, mas Uma Vida Escondida, apesar das suas falhas e da sua ingenuidade, mostra que aqui ainda há cineasta.

,Uma Vida Oculta
Fotogaleria
Uma Vida Escondida tem uma primeira hora arrebatada ao nível do melhor que o cineasta já fez
,Cinema
Fotogaleria
,Festival de Cinema de Cannes
Fotogaleria
,Uma Vida Oculta
Fotogaleria
,Uma Vida Oculta
Fotogaleria
,Uma Vida Oculta
Fotogaleria

Logo ao primeiro minuto de Uma Vida Escondida, reconhecemos a sensação de “baralhar e voltar a dar” que tem aguentado Terrence Malick ao longo dos seus últimos filmes — duas partes de câmara deslizante por paisagens de cortar a respiração, uma de banda-sonora lírica inspiracional, três de voz-off de sentimentos místicos, personagens em crise existencial que os impede de usufruir a vida. Mais do mesmo, então? Não exactamente: se Uma Vida Escondida prossegue a veia transcendentalista-espiritual das suas últimas (e para nós decepcionantes) obras, este é também o filme mais “acessível” e mais classicamente narrativo do realizador desde pelo menos O Novo Mundo. E também aquele onde a estética lírica de Malick faz perfeita justiça à substância do que ele contar.