Opinião

Cartas ao director

Quem assim destrata os velhos não merece confiança política

Dos últimos cinco Orçamentos do Estado (OE), este é o melhor, disse o primeiro-ministro. Não, não é! Continua a tratar mal a Cultura, tornando-a um parente pobre! Os trabalhadores do Estado são maltratados com esmolas de “aumento” e os reformados e pensionistas idem aspas. É incompreensível que o BE, o PCP e o PEV se tenham abstido, proporcionando a sua aprovação, depois de tecerem exacerbadas críticas ao documento... “Faltam as discussões na especialidade”, justificam aqueles partidos pela contraditória posição política assumida. Alguém acredita que, daqui para a frente, o OE vá melhorar substancialmente? Talvez os politicamente ingénuos ou incautos. Inscrever no Orçamento umas migalhas para pensionistas e reformados, sabendo que dois terços deste segmento da população, pelo pouco que recebem, vivem no limiar da pobreza — é inqualificável! Estes só dão despesa, já não interessam para “nada!” Quem assim destrata os velhos não merece confiança política.

Vítor Colaço Santos, São João das Lampas

Não há impeachment que derrube Trump

E de repente e de facto a Presidência dos EUA foi democraticamente “ocupada” por Donald Trump. E se o impensável aconteceu na eleição, a ideia de que Trump não iria conseguir chegar a acabar o mandato também não aconteceu. E Trump fez e faz da Casa Branca a “sua-dele-casa”, a “sua-dele-empresa”, o “seu-dele-império”. E os republicanos estão felizes e contentes por o terem como o “seu-deles-Presidente”, do “seu-deles-partido”. Os democratas já não sabem o que fazer, mais ainda quando perceberam que não deveria ter sido Hillary contra Trump, e hoje não conseguem um candidato credível para fazer frente a nova reeleição de Trump. Não há impeachment que derrube Trump. E quanto mais se quer “empurrar” para ele sair mais uma grande parte da população quer que ele fique.

Augusto Küttner de Magalhães, Porto

Estranha forma de pensar

Cheguei a duvidar de mim e também daquelas dezenas de professores, alguns com nomes sonantes na “praça”, que, durante alguns anos, me foram “licenciando”. Não é que ouvi da boca do “Álvaro” (era assim que ele gostava de ser tratado, sem o “doutor” da praxe) que “quem diz que não devemos ter excedentes não percebe nada de economia”? Pus logo o caso em mim, que não sou adepto dos superavits incondicionais e sem discussão, e pensei para comigo que, afinal, não percebo nada daquilo. De facto, nunca me passou pela cabeça ganhar o Nobel respectivo, tal como, certamente, o dr. Álvaro Santos Pereira (assim é melhor, porque, ao contrário do que costuma dizer João Miguel Tavares, “o respeitinho é muito bonito”). Felizmente, em meu socorro apareceu Ricardo Cabral, na sua crónica semanal no PÚBLICO, a esclarecer-me que o ex-ministro da Economia mais não faz do que desqualificar os que não pensam como ele, atirando-lhes com uns certificados de ignorância. Fiquei muito mais descansado!

José A. Rodrigues, Vila Nova de Gaia

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