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Filipinas: o vulcão Taal acordou e cobre tudo de cinzas

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Quase 40 mil pessoas já foram retiradas das imediações do vulcão Taal, nas Filipinas, que pode entrar em erupção a qualquer momento. No entanto, milhares recusam-se a sair, disseram as autoridades locais à Reuters.

Há meses que o Taal dá sinais de ter acordado e no domingo voltou a dar sinais de vida, lançando vapor, cinzas e pedras a uma distância de 15 quilómetros, segundo o Instituto de Vulcanologia e Sismologia filipino. A nuvem de poeira que por estes dias pinta as localidades vizinhas chegou mesmo à capital, Manila, a cerca de 70 quilómetros. 

Na segunda-feira, registou-se uma explosão de lava. Tendo em conta o cenário de “erupção iminente”, com risco de tsunami, foi declarado “estado de calamidade” em toda a província de Batangas. Encerraram-se serviços públicos e o aeroporto da capital, que viu centenas de voos ser cancelados. Todos os que moram a menos de 14 quilómetros de distância do vulcão foram obrigados a sair, aponta a Reuters; estima-se que cerca de 300 mil pessoas poderão estar potencialmente em risco, embora o porta-voz do Conselho Nacional de Redução de Riscos de Desastres, Mark Timbal, acredite que o número seja inferior.

Oficialmente, foram deslocadas 38.200 pessoas, mas, de acordo com as autoridades locais, muitos estão a complicar a evacuação. “Tive de colocar Talisay [cidade na província de Cebu] em isolamento para impedir que os moradores, que já estão em centros de evacuação, voltassem”, disse à Reuters o autarca local Gerry Natanauan. “Queriam verificar as suas casas, bens e animais, mas não o podem fazer porque é muito perigoso.”

O Taal é um dos mais pequenos vulcões activos do mundo, mas tem uma história mortífera: uma erupção em 1911 matou quase 1300 pessoas. E se realmente entrar em erupção, ninguém poderá voltar às suas casas, pois o cenário será devastador, avisa Renato Solidum, responsável pelo Instituto Filipino de Sismologia e Vulcanologia. 

No entanto, há quem não escute os avisos. Foram enviados camiões da Cruz Vermelha até Balete para recolher 1000 residentes, mas apenas 130 entraram nos veículos, relatam as autoridades. Os restantes acreditam que a cidade, que se encontra nos limites da zona de perigo, está suficientemente longe do vulcão. Solidum não deixa de alertar: “A ameaça é mesmo real.”

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