Professores marcam greve para dia 31 de Janeiro e juntam-se ao protesto da função pública

Fenprof também se manifestará junto ao Parlamento enquanto decorrer a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para a Educação.

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Rui Gaudencio

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou esta sexta-feira a marcação de um dia de greve de educadores e professores para 31 de Janeiro. Os docentes são também convocados para participar na manifestação nacional da administração pública, marcada para esse dia, em Lisboa. Em causa está o Orçamento do Estado de 2020 para a Educação que a federação de sindicatos entende que “ignora completamente” a classe.

A greve de professores no último dia do mês foi anunciada pela Fenprof em comunicado, onde também dá conta da organização de uma manifestação – a que chama “cordão humano” – em frente à Assembleia da República, durante a tarde da próxima sexta-feira, 17 de Janeiro. À mesma hora, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, estará a debater o OE 2020 com os deputados da comissão de Educação. “Face ao conteúdo deste Orçamento do Estado, os professores não podem deixar de manifestar o seu forte protesto”, justifica a federação de sindicatos.

Garantida a aprovação na generalidade do Orçamento, a estrutura sindical dirigida por Mário Nogueira entende “que seria inadmissível que a educação, a escola pública e os seus profissionais continuassem fora da agenda negocial entre os partidos”, no que é também uma crítica aos partidos da Esquerda que não incluíram as exigências dos docentes entre as prioridades na negociação com o Governo das condições de aprovação do OE.

A Fenprof elenca as suas críticas ao Orçamento de 2020, que passam pela "estagnação” do financiamento do sector e o “aprofundamento” do processo de municipalização que considera “um erro”. A federação de sindicatos de professores considera também que o documento “ignora os docentes”. O OE “nada prevê para recuperar o tempo de serviço e resolver outros problemas de carreira, para aceder à aposentação sem penalizações, para resolver os abusos e ilegalidades nos horários de trabalho ou para ser resolvido o grave problema de precariedade que continua a afectar o sector”, defende aquela estrutura.

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