Atlético de Madrid choca Barcelona e está na final da Supertaça

Catalães dominaram, viram dois golos anulados e um penálti perdoado e acabaram afastados da defesa do troféu com uma reviravolta inesperada.

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Reuters/SERGIO PEREZ

Apesar de uma exibição autoritária, o Barcelona foi afastado da final da Supertaça de Espanha, disputada em Jeddah, no Estádio Rei Abdullah,​ pelo Atlético de Madrid, que venceu por 2-3 num jogo de sucessivas e emocionantes reviravoltas. 

Os “colchoneros” acabaram por ter a última palavra, depois de terem sido salvos pelo VAR (justamente) em duas ocasiões, de terem visto um penálti perdoado aos catalães (por mão de Piqué, aos 83’) e ainda encontrado forças para decidir a meia-final nos 90 minutos.

Depois de uma primeira parte de domínio absoluto do Barcelona, o Atlético entrou a marcar praticamente no início do segundo tempo, com Koke (46’) a concretizar, na sequência de uma iniciativa de João Félix que Correa transformou em assistência magistral para um golo que prometia mudar a história da meia-final. Apesar da exibição pálida, João Félix era decisivo depois de ter terminado a primeira parte envolvido numa “querela” com Jordi Alba, que motivou intervenção injustificada de Messi. O argentino encostou a cabeça ao português, levando Suárez a entrar em acção para piorar a situação. 

Os nervos do Barcelona explicavam-se pela ineficácia revelada nos 45 minutos iniciais frente a um Atlético desligado e incapaz de perturbar o guardião Neto, exceptuando num livre de Herrera. O golo de Koke teve, contudo, o condão de irritar Messi, que puxou dos galões para rapidamente repor a lógica. O argentino empatou (51’) e viu o VAR negar-lhe o bis (59’) antes de Griezmann (62’) ter aumentado a vantagem, finalizando lance rápido de Jordi Alba, com cruzamento para Suárez cabecear com violência e o “herói” Oblak defender, sem conseguir evitar a recarga de cabeça do francês.

Mas Messi, apesar de ter o estádio aos pés, não conseguiu que o adversário se rendesse ou intimidasse com novo golo do argentino, que um toque no braço invalidou. O fora-de-jogo milimétrico de Vidal, no golo de Piqué, foi o canto de cisne. E quando o cenário parecia já não poder complicar-se mais, o Atlético aproveitou para igualar num penálti de Neto sobre Vitolo, que Morata (81’) não desperdiçou. 

Simeone tinha, oportunamente, trocado Lodi por Vitolo e Koke por Marcos Llorente, deslocando João Félix para o corredor e  baralhando as marcações do Barcelona, que só não capitulou mais cedo porque o VAR perdoou a tal mão de Piqué, três minutos antes de Valverde desesperar com a fuga de Correa, pelo corredor central, que decidiu o jogo, marcando encontro com o “convidado” Real Madrid, na final de domingo.