Eastwood e Polanski: a luz e o túnel

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Chris Kyle, Chesley “Sully” Sullenberger, Spencer Stone +Anthony Sadler +Alek Skarlatos e Richard Jewell: aparecem como “sinais” (intensidade luminosa e simultaneamente testemunho, documento) do heroísmo. Chris Kyle (Sniper Americano, 2014) foi o mais certeiro atirador do Exército durante a guerra no Iraque. Chesley “Sully” Sullenberger (Sully, 2016) foi o piloto que efectuou aterragem forçada do voo US Airways 1549 no rio Hudson a 15 de Janeiro de 2009. Stone+ Sadler + Skarlatos (15:17 Destino Paris, 2018), a 21 de Agosto de 2015, no comboio Amesterdão-Paris, impediram o marroquino Ayoub El Kahzzani, armado de Kalashnikov, de cumprir o ataque que planeara; agora, a personagem de Richard Jewell (O Caso Richard Jewell, 2019), o segurança que impediu um massacre no atentado bombista ao Parque Olímpico Centenário em Atlanta, EUA, 27 de Julho de 1996. São estes os testemunhos “aqui na terra” de combates que foram antes travados na terra dos mitos por Clint Eastwood (é dele que aqui falamos), quer como “homem sem nome” nos western spaghetti de Leone, quer nos “seus” High Plains Drifter (1973), Pale Rider (1985) ou Unforgiven (1992)...