Terceiro dia e o Dakar tem novos líderes pela terceira vez

Carlos Sainz vence terceira etapa e assume liderança dos automóveis. O português Paulo Gonçalves atrasou-se de forma irremediável nas motos.

Carlos Sainz
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Carlos Sainz Reuters/HAMAD I MOHAMMED

O espanhol Carlos Sainz (Mini) venceu nesta terça-feira a terceira de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno e ascendeu à liderança da classificação dos automóveis, enquanto nas motos o novo líder é o norte-americano Ricky Brabec (Honda), também ele vencedor da tirada.

O piloto espanhol, vencedor em 2010 e 2018, demorou 3h48m01s a cumprir os 477 quilómetros que compunham a especial, batendo o qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota) por 3m31s. O polaco Jakub Przygonski (Mini) foi o terceiro, a 4m19s.

Nota ainda para o quinto lugar do espanhol Fernando Alonso (Toyota), a 6m14s do seu compatriota, e para o sétimo do francês Stéphane Peterhansel (Mini), navegado pelo português Paulo Fiúza, a 10m26s.

Com estes resultados, Sainz é o novo líder, com 4m55s de vantagem sobre Al-Attiyah e 8m09s face ao anterior comandante, o argentino Orlando Terranova (Mini), que nesta terça-feira foi apenas oitavo. Peterhansel é quinto, a 19 minutos do primeiro.

Nas motos, o norte-americano Ricky Brabec (Honda) foi o vencedor da tirada e ascendeu à liderança da categoria das motas.

Brabec gastou 4h08m23s para finalizar a especial, deixando o segundo classificado, o chileno José Ignacio Cornejo (Honda) a 9m39s. O espanhol Joan Barreda (Honda) fechou o pódio, a 13m16s.

Com estes resultados, Brabec assumiu o comando da prova, com 15m02s de vantagem sobre Cornejo e 15m14s em relação a Barreda.

Azar para Paulo Gonçalves

Entre os portugueses, Paulo Gonçalves, que era o mais bem classificado (14.º) foi o azarado do dia. O piloto de Esposende ficou parado ao quilómetro 30 com o motor da sua moto partido, segundo divulgou a organização no site oficial da prova às 6h30 horas, indicando mesmo que o piloto luso tinha “decidido desistir”.

Três horas mais tarde, a Amaury Sport Organization (ASO) corrigiu a informação, indicando que Gonçalves continuava parado a tentar reparar a avaria enquanto esperava pela chegada do camião de assistência da sua equipa.

Na quarta-feira, disputa-se a quarta de 12 etapas, entre Neom e Al-Ula, com 672 quilómetros, 453 deles ao cronómetro.