Detidos os três suspeitos de assassinato de jovem no Campo Grande

O jovem de 24 anos estaria a sair do McDonald’s quando foi assaltado por um grupo de três homens.

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Miguel Manso

A Polícia Judiciária deteve na madrugada desta segunda-feira os três suspeitos do homicídio do jovem assassinado na noite de 28 de Dezembro junto à Faculdade de Ciências de Lisboa, no Campo Grande. Os presumíveis autores do homicídio foram detidos no concelho de Sintra.

“A Polícia Judiciária, através da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo, desencadeou, na madrugada de hoje, uma operação, no concelho de Sintra, na qual procedeu à localização e identificação dos três presumíveis autores de um homicídio cometido no Campo Grande, em Lisboa, na noite do pretérito dia 28 de Dezembro”, revela a PJ em comunicado.

Mais tarde, a PJ esclareceu que “localizou, identificou e deteve três homens, de 16, 17 e 20 anos de idade, fortemente indiciados pela prática, em co-autoria, de crimes de homicídio qualificado e de roubo”. Em comunicado, a PJ revela que a investigação realizada pelas autoridades “apurou que os detidos serão os responsáveis pelo homicídio de um homem, de 24 anos, na zona do Campo Grande, em Lisboa, em 28 de Dezembro passado, cometido na sequência de um assalto que o visava”.

Segundo a PJ, “a vítima foi atingida com dois golpes de uma arma branca de elevadas dimensões transportada pelos autores e veio a falecer no local”.

Os três detidos são ainda suspeitos de um crime de roubo, “cometido cerca de duas horas antes, na mesma área geográfica, vitimando um estudante que passava no local”.

O comunicado acrescenta que, na sequência das diligências realizadas esta segunda-feira, a PJ “apreendeu elementos de natureza probatória demonstrativos da prática dos crimes, neles se incluindo a arma utilizada nos factos delituosos”, tendo sido apreendidos também produtos estupefacientes, nomeadamente cocaína, numa quantidade superior a 50 doses individuais.

O jovem de 24 anos estaria a sair do restaurante de fast food McDonald's quando foi assaltado alegadamente por este grupo de três homens, que já era suspeito de vários outros assaltos na mesma zona.

O jovem, estudante finalista de Engenharia Informática, e filho de um antigo inspector-chefe da Polícia Judiciária, foi socorrido pela emergência médica, mas devido aos ferimentos graves acabou por morrer no local.

Os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial esta terça-feira. A PJ vai continuar a investigação, de forma a “esclarecer o eventual envolvimento dos suspeitos noutros crimes patrimoniais violentos”.

Estudantes de Lisboa querem mais polícia e iluminação junto às universidades

As associações de estudantes universitários exigiram esta segunda-feira um maior investimento em policiamento e iluminação junto às universidades de Lisboa na sequência dos assaltos registados naquela zona e da morte de um estudante. Em comunicado revelado pela agência Lusa, 12 associações de estudantes chamam a atenção para os assaltos que têm vindo a ocorrer na zona do campus da Cidade Universitária, exigindo por isso um maior investimento no policiamento das faculdades do campus universitário de Lisboa e das suas imediações.

“Apesar dos esforços da polícia para impedir a criminalidade nesta zona, é fundamental a alocação de mais agentes”, alertam. Os estudantes pedem também um “grande investimento na iluminação do campus”, pois no seu entendimento a falta de luz “gera um ambiente propício a situações de assédio e assaltos”. “São muitas as áreas com falta de iluminação nestas zonas, que geram um clima de insegurança para os estudantes e facilitam acções criminosas”, salientam.

As associações dizem estar disponíveis para participar com a reitoria, os órgãos de gestão das faculdades, as forças policiais e a Câmara Municipal de Lisboa “na construção de soluções que garantam a segurança e bem-estar de todos os estudantes”.

Este comunicado das 12 associações surge na sequência da morte deste jovem durante um assalto com arma branca junto à Faculdade de Ciências. As associações de estudantes lamentaram a morte do jovem, salientando que este crime foi o culminar de vários acontecimentos perturbadores na zona da Cidade Universitária.

“Esta zona da freguesia de Alvalade é conhecida no meio estudantil como palco de recorrente actividade criminosa”, referem, acrescentando que nas imediações das universidades existem casos de “prostituição, assédio, assaltos armados a carros ou tráfico de drogas”.

De acordo com os estudantes, também tem havido relatos de actividade de criminosos nos campi da Ajuda e da Alameda. “O medo e a insegurança não devem entrar na universidade, que deve ser um lugar em que os estudantes se sentem seguros”, sublinham.

O alerta é feito pelas associações de estudantes das faculdades de Direito de Lisboa, de Arquitectura, de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Ciências de Lisboa, de Farmácia da Universidade de Lisboa, de Medicina, Medicina Veterinária, Motricidade Humana, Psicologia e do Instituto de Educação e ainda estudantes dos institutos superiores de Agronomia, de Economia e Gestão e Instituto Superior Técnico. Com Lusa