Autorizado concurso único para nova ponte sobre o Douro

Tribunal de Contas terá dado luz verde para que concurso da nova ponte sobre o Douro seja único, anunciou Eduardo Vítor Rodrigues. Procedimento poderá avançar este ano

Porto
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Há neste momento seis pontes a ligar Porto e Gaia Nelson Garrido

O Tribunal de Contas (TdC) autorizou que o concurso da nova ponte sobre o Douro seja único e avançou que o procedimento “deve avançar este ano”, revelou esta segunda-feira o presidente da Câmara de Gaia. “O TdC abriu a porta a essa pretensão e o concurso será de concepção e construção. Autorizaram um modelo único de concurso e agora a Faculdade de Engenharia está a acabar os estudos. Acredito que os projectos de especialidade que sustentam o concurso fiquem prontos neste primeiro trimestre e o concurso deve avançar este ano”, disse Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca de Vila Nova de Gaia, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião camarária descentralizada que esta manhã decorreu na Junta de Freguesia de Gulpilhares, contou que reuniu com o TdC no dia 23 de Dezembro para “pedir aconselhamento”.

De acordo com Eduardo Vítor Rodrigues, o TdC advertiu que o modelo de concurso que junta a concepção e a construção pode “limitar a concorrência”, no entanto, acrescentou o autarca, “dada a dimensão do projecto em causa, compreenderam que há vantagens como o facto de ser a mesma equipa, com engenheiros e arquitectos, a trabalhar o projecto do início ao fim”.

No dia 23 de Dezembro, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, revelou que, juntamente com Gaia, questionou o TdC sobre a possibilidade de lançar um concurso único para a concepção e construção da nova ponte sobre o Douro. “É uma posição que nós temos vindo a acompanhar com a Câmara de Gaia. Nós temos preparados os concursos para a nova ponte, mas estamos a questionar o Tribunal de Contas se, numa obra desta dimensão, não nos autorizam a fazer o concurso de concepção e construção e aí teríamos o preço chave na mão”, afirmou Rui Moreira na reunião do executivo.

De outra forma, considerou Rui Moreira, correr-se-ia o risco de o júri escolher um projecto arquitectónico “muito bonito, uma coisa fantástica”, mas depois ficar “por aqui”, vinculado ao lançamento de um segundo concurso, este de construção, que “de repente dispara”, como aconteceu com o Terminal de Campanhã.

Já Eduardo Vítor Rodrigues explicou esta manhã que o objectivo é “evitar derrapagens de tempo como a da Casa da Música ou o Centro Cultural de Belém”.

A nova travessia sobre o Douro, baptizada como Ponte D. António Francisco dos Santos, foi anunciada em Abril de 2018. No anúncio foi referido que o custo estimado da ponte será de 12 milhões de euros, integralmente assumidos pelos municípios de Porto e Gaia, em partes iguais. A ponte vai ser instalada entre Campanhã, no Porto, e o Areinho de Oliveira do Douro, em Gaia.

Em Outubro, em resposta à Lusa, a Câmara do Porto referia que estavam a ser estudados a relocalização e o redimensionamento da nova travessia sobre o Douro, na sequência dos “entraves” colocados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) quanto à localização inicial. Já em Novembro, numa sessão da Assembleia Municipal do Porto, o presidente da autarquia, Rui Moreira, esclarecia que a nova travessia que vai ligar as cidades de Porto e Gaia irá custar 26,5 milhões de euros, valor que inclui a construção da ponte e respectivos acessos.

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