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Paulo Pimenta
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Paulo Pimenta
Reportagem

Bom Jesus do Monte: Deus quis, os homens sonharam, a obra nasceu

No século XIV já existia uma pequena ermida, mas foi no século XVII que o Monte do Espinho se começou a converter num Monte do Calvário, numa “Nova Jerusalém”. O sacro monte que (ainda) mira Braga por um canudo, chegou até nós com “uma complexidade formal e simbólica e um carácter e dimensão monumentais sem precedentes no contexto europeu” - por isso, em 2019, passou a integrar a lista do Património Mundial da Humanidade. Terceiro passeio da série Portugal Património Mundial.

“Xis abacaxis!”. A família brasileira não ia abandonar o Bom Jesus do Monte sem uma (duas, três…) selfie com relances do escadório e Braga lá no fundo, lá atrás, minúscula, imaginamos, na fotografia - não como se “por um canudo”. O “canudo” original (um telescópio oitocentista) já não está no miradouro, está uma réplica, mas não vemos ninguém a espreitá-lo: nestes pequenos terraços ao cimo do monumental escadório do Bom Jesus, um de cada lado, como pontos de mira, que se erguem do Terreiro de Moisés (também conhecido por “do pelicano”, a figura decorativa de uma das cascatas), as pessoas acotovelam-se para chegar às balaustradas de pedra e apontar o telemóvel. Alguns, as máquinas fotográficas. São os pontos de maior concentração de visitantes, daqueles onde se faz fila de espera para a fotografia.