Montenegro diz estar “extremamente confiante” na vitória à primeira volta

Antigo líder da bancada formalizou candidatura ao lado de Conceição Monteiro, militante número dois.

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À saída da sede do PSD com Conceição Monteiro LUSA/Tiago Petinga
,Henri Guaino
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Luís Montenegro entregou esta manhã mais de 1500 assinaturas para formalizar candidatura LUSA/Tiago Petinga
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Conceição Monteiro foi secretária de Sá Carneiro LUSA/Tiago Petinga

A entrega da moção de estratégia global por Luís Montenegro, esta manhã, na sede do PSD, esteve carregada de simbolismo: o candidato chegou à sede do partido acompanhado por Conceição Monteiro, militante número dois, e por Margarida Balseiro Lopes, mandatária nacional e líder da JSD. “Duas jovens militantes, de gerações ligeiramente diferentes” - ironizou o candidato à liderança do PSD em declarações aos jornalistas - que representam uma perspectiva “de solidariedade intergeracional” e que está na base da visão do partido para oferecer aos portugueses uma “alternativa política”.

Conceição Monteiro, que foi secretária do fundador Francisco Sá Carneiro, é a primeira subscritora da moção de Luís Montenegro, e foi na sessão desta manhã que colocou a sua assinatura no documento que formaliza a candidatura, juntando-a às mais de 1500 entregues ao presidente do conselho de jurisdição nacional, José Nunes Liberato.

No final da cerimónia – e acompanhado pela ex-ministra Maria Luís Albuquerque e por outros apoiantes -, Luís Montenegro deixou uma mensagem de confiança na vitória da sua candidatura em que defronta Rui Rio e Miguel Pinto Luz. “Estou extremamente confiante de que vamos dar um exemplo de vitalidade política e democrática e que vamos vencer na primeira volta”, disse. O antigo líder da bancada social-democrata lamentou o número de militantes com capacidade de votar no próximo dia 11 de Janeiro – cerca de 40 mil, menos 30 mil do que em 2018 – e desejou que, na sua reeleição daqui a dois anos “possam ser mais”.

Luís Montenegro aproveitou para deixar críticas ao executivo de António Costa - “o Governo mais à esquerda no pós 25 de Abril é o mais insensível na História de Portugal" -  voltou a sublinhar o que considera ser o papel do PSD: “Nós não estamos aqui ser parceiro do PS mas para substituir o PS”, afirmou, referindo que o “país vai contar com uma alternativa política”.

Questionado pelos jornalistas sobre qual a diferença desta eleição para confronto que teve há um ano com Rui Rio, Montenegro discordou da ideia de já ter defrontado o actual líder do partido. “Nunca defrontei o dr. Rui Rio. Vai ser a primeira vez e a última. Não sei se vai ser recandidato daqui a dois anos quando for a minha reeleição”, rematou.