Cientista chinês que modificou bebés geneticamente condenado a três anos de prisão

He Jiankui foi ainda obrigado a pagar uma multa de 380 mil euros. O caso foi condenado pela comunidade científica por violar questões éticas.

,Edição do genoma
Foto
He Jiankui China Stringer Network

O cientista chinês He Jiankui, que alega ter sido o responsável pela primeira manipulação genética de bebés em todo o mundo, foi nesta segunda-feira condenado a três anos de prisão pela experiência, noticiou a agência oficial chinesa.

De acordo com a agência noticiosa Xinhua, He Jiankui foi também condenado a pagar uma multa de três milhões de renmimbis (cerca de 380 mil euros), depois de um tribunal de Shenzhen (sudeste) o ter considerado considerado culpado de modificar ilegalmente genes de embriões para fins reprodutivos.

Dois outros investigadores envolvidos no caso receberam sentenças e multas menores. Zhang Renli foi sentenciado a dois anos de prisão e multado em um milhão de renmimbis (cerca de 128 mil euros). Já Qin Jinzhou recebeu uma sentença de 18 meses, suspensa por dois anos, e uma multa de 500.000 yuans (cerca de 64 mil euros).

Em Novembro do ano passado, He Jiankui surpreendeu a comunidade internacional ao afirmar que havia conseguido criar os primeiros bebés geneticamente – duas meninas gémeas – manipulados para resistir ao HIV.

O anúncio provocou um debate global sobre a ética da modificação genética: quando He Jiankui anunciou que tinha ajudado a fazer nascer os primeiros bebés geneticamente editados, no final de Novembro, provocou um estrondoso coro de críticas de especialistas em todo o mundo. Além de muitas outras objecções, a preocupação dos cientistas recaiu sobretudo nas questões éticas e de segurança do procedimento.