Faltou Fernando Santos para um jackpot nos Globe Soccer Awards

Cristiano Ronaldo (melhor jogador), João Félix (jogador revelação), Jorge Mendes (agente do ano) e Benfica (melhor academia) foram premiados no Dubai. Jürgen Klopp (melhor treinador) impediu o pleno português.

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LUSA/ALI HAIDER

Eram quatro os prémios que podiam ficar em mãos portuguesas no Globe Soccer Awards, mas um ano quase perfeito do Liverpool de Jürgen Klopp impediu a vitória de Fernando Santos e o jackpot de Portugal no Dubai. Pela 11.ª vez, a Associação de Empresários de Jogadores de Futebol (EFAA) e a Associação de Clubes Europeus (ECA) distinguiram os melhores do ano, numa cerimónia realizada neste domingo no emirado, e Cristiano Ronaldo (melhor jogador), João Félix (revelação) e Jorge Mendes (agente do ano) foram premiados. Na cerimónia, o Benfica também foi distinguido ao repartir com o Ajax o prémio de Academia do Ano.

O júri é composto por mais de duas dezenas de personalidades ligadas ao futebol, entre as quais se destacam os nomes de Pinto da Costa, Luís Figo, Deco, Marcello Lippi, Fabio Capello, Antonio Conte ou Adriano Galliani, e, desta vez, os organizadores  realçaram a “mudança e inovação” numa “nova era para o reconhecimento do futebol no Médio Oriente”: pela primeira vez, foram premiadas “as incríveis performances de atletas femininas” —  Lucy Bronze, do Lyon, ganhou o prémio de jogadora do ano.

Com 15 categorias diferentes, a 11.ª edição dos Globe Soccer Awards premiou, entre outros, Alisson Becker (melhor guarda-redes), Ryan Giggs e Pjanic (prémio carreira) e o Liverpool (clube do ano), mas o primeiro a falar português no Dubai não foi um jogador. Tal como já tinha acontecido em 2018, Jorge Mendes foi o mais votado para o prémio de agente do ano e o fundador da Gestifute, antecipando o desenlace da gala, agradeceu à família, “a João Félix — o melhor jovem do ano — e a Cristiano Ronaldo, o melhor de sempre”.

O segundo português a falar no Madinat Jumeirah foi Rui Costa. O dirigente foi receber o galardão de melhor academia, entregue a Benfica e Ajax, e realçou que “o clube está muito orgulhoso deste prémio”. Poucos minutos após o anúncio, os “encarnados” reagiram oficialmente com uma mensagem em que realçaram o “reconhecimento internacional”.

“Quando vemos tantos jogadores formados no Benfica a afirmar-se internacionalmente, as presenças nos diferentes escalões das selecções, ou quando olhamos para a nossa equipa principal e vemos desde um jovem técnico também formado no clube ao elevado número de jogadores com origem na nossa formação, compreendemos com factos e resultados que esta aposta é muito justamente motivo de enorme orgulho para todos os benfiquistas”, pode ler-se na publicação assinada por Luís Filipe Vieira.

PÚBLICO -
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A terceira distinção que podia ter caído em mãos portuguesas era a de “treinador do ano”, mas Fernando Santos, que ganhou o prémio em 2016, perdeu para Klopp, que à mesma hora conseguia em Anfield Road mais uma vitória para o Liverpool.

Seguiu-se João Félix. O jogador do Atlético de Madrid, que em Novembro já tinha sido distinguido com o prémio Golden Boy de 2019, discutia a vitória no troféu de revelação com Jadon Sancho, Ansu Fati, Erling Haaland e Kai Havertz. “Obrigado ao Benfica, ao Atlético de Madrid e à minha família, que me apoiou desde o início”, disse o internacional português após bater a concorrência e receber o troféu.

Por último, foi a vez de Cristiano Ronaldo. Com cinco Globe Soccer Awards na colecção (2011, 2014, 2016, 2017 e 2018), o português tinha, desta vez, a concorrência de Bernardo Silva, que estava nomeado pela primeira vez, Messi, Mané, Becker, van Dijk e Salah, e voltou a ser o escolhido.

“Agradeço à minha família, à minha namorada, ao Cristianinho, aos meus outros três filhos, aos amigos em Portugal, aos meus colegas da Juventus e da selecção, ao meu empresário. Tenho de agradecer à comunidade árabe que sempre me recebeu muito bem. Agradeço também a quem votou, é uma grande honra receber este prémio”, afirmou Ronaldo, já com a mira em 2020: “Espero no próximo ano voltar”.