Orçamento, Centeno e corrupção: António Costa em grande entrevista ao PÚBLICO

Na sua única entrevista sobre o Orçamento do Estado para 2020, António Costa explica as opções nas contas públicas.

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Primeiro-ministro na entrevista ao PÚBLICO Daniel Rocha

O Governo sente-se particularmente bem por apresentar um orçamento que prevê, pela primeira vez na história da democracia, um excedente orçamental. As contas públicas, diz o primeiro-ministro, escapam aos contornos do debate esquerda-direita, garantem credibilidade externa e juros baixos — a equação que permite a “continuidade” das políticas iniciadas em 2016.

O Governo reserva para o debate na especialidade a “melhoria” da sua proposta, mas António Costa vai avisando: “Não vejo nenhuma razão para que quem aprovou os anteriores orçamentos não aprove este.” E anuncia um novo pagamento de dívida do SNS para o início do ano, no valor de 200 milhões de euros.

Estes são alguns dos tópicos principais da grande entrevista que António Costa dá nesta quarta-feira ao PÚBLICO, a sua única entrevista sobre o Orçamento do Estado que o Governo acaba de apresentar e a primeira desde que foi empossado primeiro-ministro do seu segundo Governo. Poderá lê-la online mas também na edição em papel, onde estará inserida num suplemento especial de 20 páginas sobre Orçamento do Estado que o PÚBLICO edita nesta quarta-feira.

Na entrevista, António Costa confessa-se ainda um defensor da justiça negociada e explica o pacote legislativo que o Governo quer ver aprovar no âmbito da Estratégia Nacional contra a Corrupção, afirmando: “Como é possível ainda ninguém ter sido julgado no caso do BES e o senhor [Bernard] Madoff ter sido condenado em pouco tempo? Foi condenado em pouco tempo porque fez um acordo de sentença.”

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