O melhor Liverpool do século antes do Mundial de Clubes

A equipa de Jurgen Klopp derrotou o Watford e soma apenas um empate em 17 jogos disputados na Premier League.

Salah marcou os dois golos do jogo
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Salah marcou os dois golos do jogo Reuters/PHIL NOBLE

Faltavam dois anos para o avançado Mohamed Salah nascer quando o Liverpool conquistou, pela última vez, o campeonato inglês, na temporada de 1989-90. Margaret Thatcher era a primeira-ministra britânica, o Muro de Berlim caíra poucos meses antes e a União Soviética caminhava a passos largos para o desmembramento. Foi há 30 temporadas.

O atacante egípcio apontou este sábado os dois golos do triunfo dos “reds” frente ao Watford (2-0) e, a duas jornadas de ficarem encerradas as contas da primeira metade do campeonato, o Liverpool aumentou para 10 pontos a vantagem na liderança. Na cidade dos Beatles todos acreditam que é desta que termina o longo “jejum”.

O caso não é para menos. O domínio do Liverpool tem sido avassalador nesta edição da principal competição inglesa. A equipa de Jurgen Klopp soma 16 triunfos na prova, tendo cedido apenas um empate no terreno do Manchester United (1-1), a 20 de Outubro. Ao final de 17 jornadas, amealhou 49 pontos (ficou a dois do pleno) e igualou o melhor registo nesta fase da prova desde que existe Premier League (1992-93), que estava na posse do Manchester City em 2017-18.

Em termos comparativos, na última vez que o Liverpool levantou o troféu seguia com 31 pontos à passagem da 17.ª ronda e encerraria as contas com 79 pontos, mais nove do que o vice-campeão Aston Villa. Com o actual formato competitivo, que vai na 28.ª edição, o mais próximo que os “reds” estiveram dos números desta época foi precisamente há um ano.

Seguia então também na liderança, com 45 pontos, mais um do que o Manchester City que haveria de vencer a prova após uma luta titânica até à recta final. Nas anteriores 26 temporadas, nunca tinha alcançado mais dos que os 38 pontos em 2008-09, suficientes também na altura para comandar a prova, com um ponto de vantagem sobre o Chelsea.

Se as estatísticas são prometedoras para o Liverpool, as exibições têm sustentado a ambição. A equipa vence, convence e marca muitos golos, um total de 42, que representam uma média de quase 2,5 por encontro. É, no entanto, superada pelo Manchester City que contabiliza mais dois.

O Liverpool é também a segunda formação menos batida na prova, com 14 golos sofridos, numa média de 0,8/jogo. Neste particular, ninguém supera o incrível Leicester, que leva apenas 11 (0,6 por encontro). O último dos quais foi sofrido este sábado em casa, no empate a uma bola com o Norwich City, com o português Ricardo Pereira como titular na lateral direita. Um resultado negativo do vice-líder, que deixou o Liverpool mais confortável no comando, tendo já garantido o título de campeão de Inverno.

Apesar da diferença pontual para o primeiro lugar, a época do Leicester tem sido extraordinária até ao momento. Melhor até do que aquela em que venceu o único título do seu historial, em 2015-16. Por esta altura comandava a Premier League, mas com menos um ponto do que actualmente. Tinha também menos golos marcados (37/40) e mais sofridos (24/11).

Jesus reencontra Al Hilal

Se o Liverpool continua a deslumbrar no futebol inglês, o Flamengo de Jorge Jesus já alcançou a glória no campeonato brasileiro. As duas equipas são apontadas como as grandes favoritas a disputar a final do Mundial de Clubes, que arrancou no último dia 11, no Qatar.

Jorge Jesus irá estrear-se na prova no próximo dia 17, defrontando nas meias-finais os sauditas do Al Hilal - onde alinha o peruano Carrillo, antigo jogador do Sporting e Benfica -, que bateu este sábado o Espérance Tunis (1-0), nos quartos-de-final. Será o reencontro do técnico português com a equipa que orientou antes de chegar ao futebol brasileiro.

Já Jurgen Klopp irá ter pela frente, no dia 18, os mexicanos do Monterrey, que venceram este sábado o Al-Sadd, por 3-2. A final do torneio está agendada para o próximo dia 21, em Doha.