Crónica de jogo

A vitória habitual do Benfica pelos suspeitos do costume

Os campeões nacionais golearam o Famalicão e terminarão o ano na liderança do campeonato. Vinícius inaugurou o marcador e Pizzi “bisou”. Caio Lucas fechou “as contas” e estreou-se a marcar pelos “encarnados”.

Pizzi marcou dois golos
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Pizzi marcou dois golos Reuters/RAFAEL MARCHANTE
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Bruno Lage Reuters/RAFAEL MARCHANTE
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Vinícius marcou um dos golos do Benfica LUSA/MANUEL DE ALMEIDA
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Momento do jogo entre o Benfica e o Famalicão Reuters/RAFAEL MARCHANTE
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Momento do jogo entre o Benfica e o Famalicão Reuters/RAFAEL MARCHANTE
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Reuters/RAFAEL MARCHANTE

Sim, tem sido um hábito. Com apenas uma derrota em 14 jornadas, o Benfica é uma máquina de vitórias no campeonato nacional e neste sábado, contra o Famalicão, somou mais uma — a 11.ª consecutiva — o que lhe permite seguir tranquilo no topo da classificação da Liga portuguesa e lhe garante que terminará o ano de 2019 na liderança da competição, independentemente do que o FC Porto faça, segunda-feira, contra o Tondela.

Frente ao terceiro classificado do campeonato e a equipa “sensação” da prova até ao momento, o Benfica mostrou a sua força e venceu com uma goleada por 4-0. Um resultado folgado como tem sido também habitual desde que Bruno Lage assumiu o cargo de treinador dos benfiquistas — em 33 jogos como técnico das “águias”, Lage soma 31 triunfos, 20 dos quais com mais de três golos de diferença.

E o Benfica dominador do campeonato português voltou a mostrar-se neste sábado, recorrendo às suas duas “estrelas” do momento — Vinícius e Pizzi — que construíram a vitória, antes de Caio Lucas fechar a contagem.

Contra um Famalicão que apesar da sua boa classificação tem vindo a decair nos últimos encontros — a formação minhota chegou à Luz sem ter ganho nenhum dos seus últimos quatro jogos do campeonato e com dez golos sofridos —  o Benfica foi sempre melhor e justificou o triunfo, como até o treinador dos famalicenses reconheceu no final da partida.

O “maestro” Pizzi

A vitória “encarnada”, contudo, demorou algum tempo a tornar-se inevitável. A equipa “sensação” da Liga mostrou qualidade nos minutos iniciais, chegando a incomodar Vlachodimos com alguns contra-ataques bem desenhados. Mas o “onze” que Bruno Lage colocou em campo — exactamente o mesmo que defrontou e ganhou ao Zenit, dias antes, para a Liga dos Campeões — foi paciente e nunca se desconcentrou, apesar da defesa “subida” e das linhas bem próximas do Famalicão que dificultavam a penetração na área minhota.

Com variações de flanco pacientes, com Taarabt e Gabriel muito interventivos na recuperação de bola e construção de jogo e com Grimaldo e Tomás Tavares muito activos nos flancos o Benfica foi criando espaços e ocasiões de golo. E, aos poucos, Chiquinho e Pizzi foram aproveitando algumas descompensações defensivas do adversário para criarem perigo.

O domínio benfiquista intensificou-se a partir da primeira meia-hora de jogo, altura em que os “encarnados” tiveram quase uma mão cheia de ocasiões de golo. Que chegaria pouco depois, a culminar esse melhor período do Benfica, com Vinícius a concluir um bom cruzamento de Chiquinho (39’).

Se a primeira parte tinha terminado bem para os campeões nacionais, o segundo tempo não destoou. Com uma entrada forte, os benfiquistas marcaram o seu segundo golo apenas quatro minutos depois do recomeço da partida, com Pizzi a aproveitar um alívio para a “cabeça” da área do Famalicão.

Com dois golos de desvantagem e a jogar contra uma equipa empolgada que apresentava um futebol mais “largo” do que o do primeiro tempo, o Famalicão não voltou a ser a equipa defensivamente organizada que tinha conseguido ser durante boa parte dos primeiros 45 minutos e o resultado foi-se desnivelando.

Pizzi, após nova assistência de Chiquinho, reforçou a sua liderança na lista de goleadores do campeonato ao bisar (63’), havendo ainda tempo para Caio Lucas se estrear a marcar com a camisola “encarnada” na Liga, consumando a goleada — a sexta, só esta época, para as “águias”, que terminam a voar bem alto no campeonato nacional.