Pedro Tomás é candidato à distrital do PSD de Setúbal

Ex-conselheiro nacional diz que é preciso credibilizar a política e que o partido tem de sair dos gabinetes e regressar às assembleias de secção

PSD realizar o seu congresso nacional em Fevereiro, em Viana do Castelo
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PSD realizar o seu congresso nacional em Fevereiro, em Viana do Castelo Pedro Fazeres

Foi num vídeo de um minuto e nove segundos que o ex-conselheiro nacional do PSD, Pedro Tomás, se apresentou na sua página do Facebook esta terça-feira aos militantes do partido como candidato à distrital social-democrata de Setúbal, com o lema “Voltar a Acreditar”.

“Olá, sou o Pedro Tomás, do Seixal, militante há 15 anos e sou candidato a presidente do PSD distrital de Setúbal. Nestes últimos anos, nós militantes e simpatizantes, sentimos uma cada vez maior descrença na política o que se tem reflectido em elevados níveis de abstenção e na baixa participação activa nos partidos. É nossa obrigação assumir as responsabilidades para credibilizar esta nobre actividade com causas e ideias que cimentem o PSD como um referencial político e estimulem a participação activa de cada um”, afirma Pedro Tomás no vídeo de apresentação.

Pouco antes de tornar pública a sua candidatura, Pedro Tomás, que se candidata à sucessão de Bruno Vitorino na liderança do PSD de Setúbal (apoiante de Miguel Pinto Luz na corrida à liderança do PSD) falou com o PÚBLICO e mostrou-se preocupado com os “fracos” resultados eleitorais que o partido tem alcançado e aponta caminhos: “Não podemos continuar dentro dos gabinetes a produzir textos bonitos à espera que os militantes sejam caixas de ressonância. Temos de voltar às assembleias de secção”.

Para este economista, de 33 anos, que iniciou o seu percurso político na JSD, “a força do PSD está nas pessoas que gostam de ser chamadas a participar na discussão e ter a oportunidade de traçar as políticas para a sua terra e para o seu país. Por isso, é urgente valorizar as pessoas e voltar a acreditar na militância”.

Empenhado em recuperar as ideias e os projectos que cimentem o PSD como referencial político, o antigo líder da JSD de Setúbal acredita que o partido pode ser uma alternativa nas eleições autárquicas de 2021. “Temos de voltar a acreditar que os nossos vizinhos se podem rever no PSD e que podemos ser alternativas vencedoras nas eleições autárquicas”, assume, frisando que “o PSD tem de ser a solução não socialista para quem defende a liberdade individual e de escolha como motor da sociedade e que não pode continuar apenas a cumprir o calendário”.

Preocupado com a “pouca representatividade” do partido, o ex-conselheiro nacional deixa um alerta: “Há o perigo de as pessoas encontrarem alternativas políticas noutros partidos à direita do PSD como o Chega e a Iniciativa Liberal”.

Relativamente às eleições internas para a liderança do PSD, marcadas para Janeiro, o ex-conselheiro nacional apoia a candidatura de Luís Montenegro, mas deixa elogios a Miguel Pinto Luz, em cujo percurso político se revê. “O percurso de Miguel Pinto Luz é feito a partir das bases e dos problemas sem estar agarrado a dogmas ideológicos”, declara o social-democrata ao PÚBLICO, considerando que o partido está a dar um “sinal de vitalidade” ao ter três candidaturas a disputar as eleições internas de 11 de Janeiro.

As eleições para a distrital o PSD de Setúbal devem realizar-se no início de 2020, depois do congresso nacional, que decorrerá entre 7 e 9 de Fevereiro, em Viana do Castelo.