Avião chileno desaparece com 38 pessoas a bordo

O avião da Força Aérea chilena ainda não apareceu, mas foi dado como “acidentado”. Há aviões e barcos a tentar localizar a aeronave que tinha saído do Sul do país com destino a uma base na Antárctida.

Um avião Hércules C130 da Força Aérea do Chile
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Um avião Hércules C130 da Força Aérea do Chile WIKIPEDIA COMMONS

Um avião da Força Aérea chilena foi dado como desaparecido nesta segunda-feira enquanto se dirigia para uma base na Antárctida, noticia a Reuters. Levava 38 pessoas a bordo: 17 tripulantes e 21 passageiros. A Força Aérea do Chile diz ter perdido “o contacto via rádio” e tem em curso uma operação de socorro com mais de uma dezena de aviões e barcos para tentar localizar a aeronave. Como passaram mais de sete horas desde o último contacto, “o avião foi dado como acidentado”, esclareceu a Força Aérea chilena em comunicado — mas continuam à procura de possíveis sobreviventes. 

O avião de carga, do modelo Hércules C130, descolou da base aérea de Chabunco, na cidade de Punta Arenas, no Sul do país, às 16h55 (19h55 em Portugal) desta segunda-feira. Os operadores aéreos perderam o contacto com a aeronave pouco depois das 18h. 

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O país declarou “estado de alerta” e foram destacadas equipas de resgate para tentar localizar o avião. Um comunicado da Força Aérea dá conta de que a Marinha chilena lançou também uma operação de busca e resgate, tendo despachado aviões e navios para a zona. Estão ainda a ser analisadas imagens satélite para tentar localizar o Hércules C130. 

O general da Força Aérea chilena Eduardo Mosqueira disse à imprensa local que a tripulação a bordo do avião não activou qualquer sinal de socorro. Acrescentou ainda que o piloto tinha muita experiência e que pode ter sido obrigado a aquaplanar; o avião tinha combustível suficiente para voar até às 00h40 locais (oito horas depois de ter descolado, sendo que a viagem prevista deveria levar pouco mais de duas horas).

A meio caminho

Um comunicado da Força Aérea dá conta de que o avião estava a 725 quilómetros da sua jornada de um total de 1240 quando se perdeu o contacto, perto da passagem de Drake – o ponto que liga as partes Sul do oceano Atlântico e do oceano Pacífico, conhecido por condições meteorológicas adversas, escreve a BBC. Mas a Força Aérea chilena esclarece que as condições meteorológicas estavam boas na altura do desaparecimento.

A missão que seguia a bordo do avião dirigia-se à Antárctida para dar apoio logístico na manutenção das instalações nas bases do continente gelado. Punta Arenas fica a cerca de 1240 quilómetros (em linha recta) da base Eduardo Frei Montalva, na Antárctida.

A Força Aérea chilena divulgou online a lista de todas as pessoas que seguiam a bordo, com nomes e cargos, dizendo ter contactado os familiares directos dos passageiros e dos tripulantes. “Para proporcionar assistência a todos os familiares directos de quem se encontrava a bordo da aeronave sinistrada, a instituição disponibilizou uma equipa multidisciplinar de profissionais para os apoiar nestes momentos difíceis.”

O Presidente do Chile, Sebastián Piñera, e os ministros do Interior e da Defesa, Gonzalo Blumel e Alberto Espina, respectivamente, deslocaram-se para o posto de comando da base aérea de Cerrillos, na capital chilena, para monitorizar a situação. “Desolados com o desaparecimento do avião Hércules da Força Aérea chilena, que viajava com 38 passageiros rumo à Antárctida a partir de Punta Arenas (...) vamos monitorizar as operações de busca e o envio de equipas de resgate”, escreveu Piñera no Twitter.