Portugal nomeado no Fóssil do Dia da COP25

Estados Unidos da América voltam a ser “o melhor dos piores” na Cimeira do Clima

Prospecção de petróleo
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Aljezur: Portugal é criticado por manter contratos para a exploração de gás Rui Gaudêncio/PÚBLICO/Arquivo

Portugal chegou ao prémio irónico que, todos os dias, a CAN, uma confederação de centenas de associações ambientalistas, atribui “ao melhor do pior” na COP25.

O país ainda não teve direito a qualquer prémio, mas mereceu uma referência, quando foi atribuído o segundo lugar, porque, tal como vários outros membros do Acordo de Paris, não duplicou a sua contribuição para o Fundo Verde para o Clima. Dos 2,68 milhões de dólares com que já se comprometera a contribuir, anunciou um aumento de um milhão de euros, subindo a sua participação para 3,8 milhões de dólares.

A associação Zero já por várias vezes criticou Portugal por esta baixa contribuição, afirmando que ela corresponde a 35 cêntimos por português por ano, quando se podia facilmente chegar a um euro por pessoa.

O país já fora mencionado na edição de hoje do ECO, o boletim diário da CAN, por ter uma política ambiciosa para atingir a neutralidade carbónica, mas manter contratos para a exploração de gás.

O grande vencedor (ou perdedor, se se retirar a ironia do prémio) do “Fóssil do Dia” foi os Estados Unidos, que fez o pleno, conquistando o primeiro lugar, por continuar a bloquear as negociações para o mecanismo de apoio a perdas e danos, e partilhou os segundo e terceiro lugares, respectivamente, com a Austrália e o Canadá. O segundo foi atribuído por nenhum dos dois países contribuir para o Fundo Verde para o Clima e o terceiro por continuarem a extrair combustíveis fósseis e, nesse processo, prejudicarem as comunidades indígenas.

Pelo lado positivo, a CAN atribuiu o Raio de Sol do dia à Dinamarca, pelas suas políticas ambientais mais recentes, que incluiem uma Lei do Clima ambiciosa e a intenção de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até 70% em 2030.