Morreu o marionetista que deu vida ao “Popas” norte-americano

Caroll Spinney morreu aos 85 anos. Da sua carreira destaca-se o facto de ter interpretado personagens do programa infantil Rua Sésamo.

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Caroll Spinney anunciou a sua retirada em Outubro do ano passado Eduardo Munoz/Reuters
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O marionetista Caroll Spinney, que imprimiu uma vulnerabilidade juvenil ao “Popas”, o imponente personagem de penas amarelas, durante 50 anos na versão norte-americana do programa de televisão infantil Rua Sésamo, morreu no domingo, aos 85 anos, informou a organização Sesame Workshop. Desde 2015, devido ao facto de sofrer de distonia, que implica o movimento involuntário dos músculos, Spinney dava apenas voz ao “Poupas”, cujo corpo era assumido por outro marionetista.

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Spinney também deu vida a Óscar Fred Prouser/Reuters

“Na Sesame Workshop lamentamos a sua morte e sentimos uma imensa gratidão por tudo o que Caroll Spinney deu à Rua Sésamo e às crianças de todo o mundo”, disse a co-fundadora do programa, Joan Ganz Cooney, em comunicado.

Caroll Spinney anunciou a sua retirada em Outubro do ano passado, depois de ter completado os episódios que viriam a ser exibidos já em 2019, para marcar o 50.º aniversário do programa.

Ao longo de cinco décadas, Spinney deu vida ao “Popas” no pequeno ecrã e não só: dançou com a companhia de dança The Rockettes no Radio City Music Hall, cantou no Carnegie Hall, desmaiou durante a gala dos Emmys, apareceu na capa da revista Time (que este ano lembrou o momento) e viajou pela China com Bob Hope.

A carreira de Spinney dentro da máscara do “Poupas” foi retratada no documentário I Am Big Bird (2015), descrevendo os momentos de sucesso, mas também alguns episódios mais sombrios, como quando a mulher o deixou ou quando se sentiu invadido pelo ciúme em relação a Elmo, assumido pelo marionetista Kevin Clash, entre 1985 e 2014, quando este se tornou mais popular que o “Poupas”. Além de vestir as penas do pássaro amarelo, Spinney deu vida a “Óscar” e à sua paixão pelo lixo.

O programa Rua Sésamo estreou, nos Estados Unidos, a 10 de Novembro de 1969, com o objectivo de entreter e educar crianças pequenas, sobretudo as de famílias de baixo rendimento. O formato chegou a Portugal, via RTP1, a 6 de Novembro de 1989, e incluía actores de carne e osso como Alexandra Lencastre (que vestia a personagem “Guiomar”), Vítor Norte, Fernando Gomes e Fernanda Montemor.