Mário Cláudio recebe grau Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto

Escritor recebe homenagem esta quarta-feira a pretexto dos 50 anos de vida literária e da colaboração cívica com a sua cidade natal.

Mário Cláudio
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Mário Cláudio Nelson Garrido

O escritor Mário Cláudio vai ser homenageado esta quarta-feira com o doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Porto (UP), pelos 50 anos de vida literária e pela “colaboração cívica” que desenvolve a partir da cidade, anunciou a instituição. Em comunicado, a UP refere que a cerimónia vai decorrer na Reitoria, e vai contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa homenagem a um autor que conta com mais de 60 títulos publicados.

A proposta de atribuição do doutoramento explica que Mário Cláudio tem “sabido captar com invulgar perspicácia a matriz social e cultural, económica e política da cidade do Porto”, o que faz dele um dos “escritores que mais tem trabalho “a condição de ser português”, numa “escrita de filigrana, plena de erudição e, simultaneamente, de fala popular”. O documento aprovado por unanimidade no Conselho Científico da Faculdade de Letras da UP destaca ainda a colaboração cívica que desenvolve, muito frequentemente, a partir da cidade onde nasceu e vive, que faz de Mário Cláudio “um intelectual cujo pensamento independente lhe confere uma voz diferenciada em prol comum”.

Mário Cláudio é o pseudónimo literário de Rui Barbot Costa, nascido em 1941, tendo lançado a sua primeira obra, Ciclo de Cypris, em 1969. Em 1985 começou a actividade de docente na Escola Superior de Jornalismo do Porto, tendo sido professor na Universidade Católica do Porto e ainda formador de Escrita Criativa na Fundação de Serralves e no Instituto Politécnico do Porto. É autor de uma obra que se estende pelo conto, novela, crónica, teatro, escrita infanto-juvenil, ensaio e romance. Foi distinguido por várias vezes, incluindo o Grande Prémio de Romance e Novela, por Amadeo e Retrato de Rapaz, em 1984 e 2014, respectivamente; o Prémio PEN-Clube Português de Novelística, por O Pórtico da Glória e Camilo Broca, em 1998 e 2007; assim como o prémio Autores SPA/RTP 2012 pelo Melhor Livro de Ficção Narrativa, com Tiago Veiga: Uma Biografia, e o prémio D. Diniz, em 2017, por Astronomia.

Em 2004, foi distinguido com o Prémio Pessoa pela sua obra, e recebeu ainda as comendas da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, em 2000, de Chevalier des Arts et des Lettres (2006), atribuída pelo Ministério da Cultura de França, e da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, este ano.

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