A minhoca-fantasma Stygocapitella josemariobrancoi numa imagem de microscopia electrónica de varrimento José Cerca

Nomes de Zeca Afonso e José Mário Branco atribuídos a duas espécies de minhocas-fantasma

Biólogo português descreveu oito minhocas-fantasma nas costas do Norte da Europa, da Rússia e da América do Norte. Além de Zeca Afonso e José Mário Branco, entre os nomes científicos que deu às espécies homenageou ainda Bernie Sanders.

Os sedimentos arenosos das linhas costeiras são um dos ambientes menos estudados pela ciência. Por isso, poucas pessoas saberão que entre os grãos de areia das praias e dos fundos marinhos vive um conjunto de intrigantes seres que pertencem ao grupo da meiofauna – invertebrados aquáticos geralmente com dimensões entre um milímetro e 38 micrómetros. As minhocas-fantasma, vermes do género Stygocapitella, fazem parte desta comunidade de animais. Até 2017, só tinha sido descrita uma espécie de minhoca-fantasma, presente na Alemanha, no mar Mediterrâneo, no mar Negro, na América do Norte e na Nova Zelândia. Graças ao trabalho do biólogo português José Cerca sabe-se que, afinal, esta espécie não é assim tão cosmopolita. Na verdade, tem vários parentes espalhados pelo mundo.