Análise

Talvez não seja Macron o maior problema da NATO

Quando falamos da importância da relação transatlântica num mundo cada vez menos ocidental, talvez seja tempo de começar a pensar de outra maneira.

1. Se nos limitássemos a ler a Declaração de Londres, subscrita pelos 29 líderes da Aliança Atlântica na quarta-feira passada, não ficaríamos muito preocupados com o estado geral da mais velha e mais resistente aliança militar de que há memória. O encontro não foi exactamente uma cimeira formal, foi uma reunião dos chefes de Estado e de Governo. A declaração não foi exactamente um comunicado final, foi essencialmente uma prova de vida de uma organização que completou este ano os 70 anos de idade. O Financial Times fez as contas às alianças militares ao longo dos últimos séculos para concluir que a sua média de vida é de 15 anos.