Netanyahu está a tentar encontrar-se com Pompeo em Lisboa, diz o Haaretz

Primeiro-ministro israelita viu declinada ida a Londres por “problemas logísticos” e a hipótese seguinte é Portugal, diz o diário Haaretz.

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Benjamin Netanyahu na sessão semanal do Governo israelita Reuters

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, está a tentar encontrar-se com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em Lisboa, diz o diário israelita Haaretz.

Netanyahu tinha posto a hipótese de uma visita a Londres onde decorre a cimeira da NATO para se encontrar com Pompeo – e, eventualmente, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron –, mas as autoridades britânicas invocaram “problemas logísticos” como razão para declinar uma visita em cima da hora do primeiro-ministro israelita numa altura em que estão tantos líderes na cidade.

Face a esta recusa, Netanyahu está a considerar tentar encontrar-se com Pompeo quando este passar por Lisboa, no dia 6 de Dezembro. Neste dia, Pompeo tem previstos encontros com o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

O primeiro-ministro israelita, que enfrenta uma acusação por corrupção, fraude e abuso de confiança em três casos, disse esta segunda-feira que quer manter-se no cargo para concretizar a anexação do Vale do Jordão, parte oriental da Cisjordânia, com o apoio da Administração americana. 

A permanência no cargo de um primeiro-ministro acusado de corrupção é inédita em Israel  é possível porque a lei não exige que se demita , e o facto de terem já acontecido duas eleições que terminaram com empate entre o seu partido (e o seu bloco) e o do seu rival (Benny Gantz, do partido de centro-esquerda Azul e Branco) deixam Benjamin Netanyahu numa posição vulnerável.

Neste momento o país está na recta final de um período em que o Parlamento pode propor e levar a votação um candidato a primeiro-ministro, mas mais uma vez ninguém parece ter hipótese de conseguir uma maioria.

Ainda assim, o Presidente, Reuven Rivlin, pediu ao procurador-geral, Avichai Mendelblit, uma opinião legal para a possibilidade de Netanyahu conseguir reunir os 61 votos de deputados necessários poderia formar Governo  a situação não é clara já que se trataria de assumir de novo o cargo de primeiro-ministro e não continuar na chefia de um Executivo existente.

Se dentro de dez dias ninguém conseguir estes 61 votos no Parlamento, será marcada uma terceira eleição.