Bolsonaro quer ter militares nas ruas com “licença para matar”

O Presidente brasileiro e alguns ministros multiplicam acenos à ditadura, sugerindo a possibilidade de legislar para poderem chamar militares para conter manifestações e dispersar ocupações de terras.

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Ueslei Marcelino/REUTERS

Há duas letras e um número que têm estado a aparecer com cada vez mais frequência no discurso público brasileiro e que carregam um significado histórico que muitos pensavam ter sido ultrapassado. A sigla AI-5 não dirá muita coisa à maioria dos portugueses, mas no Brasil simboliza o regresso aos dias mais violentos da Ditadura Militar (1964-1985), quando o Parlamento foi encerrado e a tortura e prisão de opositores ganhou rédea solta. Esta semana foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, quem voltou a referir o tema, juntando-se ao deputado Eduardo Bolsonaro que o tinha feito há menos de um mês.