Crónica de jogo

Pizzi-Vinícius, uma sociedade que chega para o consumo interno

O Benfica derrotou o Marítimo de forma folgada. Vinícius fez um “hat-trick” e Gabriel foi expulso.

Carlos Vinícius
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Carlos Vinícius Reuters/RAFAEL MARCHANTE
Momento do jogo entre o Benfica e o Marítimo
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Momento do jogo entre o Benfica e o Marítimo LUSA/MANUEL DE ALMEIDA
Bruno Lage
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Bruno Lage Reuters/RAFAEL MARCHANTE
Pizzi marcou um golo
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Pizzi marcou um golo LUSA/MANUEL DE ALMEIDA
Momento do jogo entre o Benfica e o Marítimo
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Momento do jogo entre o Benfica e o Marítimo Reuters/RAFAEL MARCHANTE
Raúl de Tomás em acção
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Raúl de Tomás em acção LUSA/MANUEL DE ALMEIDA
Pizzi e Vinícius, os homens do jogo
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Pizzi e Vinícius, os homens do jogo LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

É uma sociedade que tem dado resultados nos últimos tempos. O médio português Pizzi e o avançado brasileiro Vinícius têm feito a diferença no jogo do Benfica, com o primeiro a assistir e a marcar golos e o segundo a imitar o capitão benfiquista. Foi assim na quarta-feira, em jogo da Liga dos Campeões contra o RB Leipzig. E foi assim também ontem, contra o Marítimo, para o campeonato português. Com uma diferença. Enquanto na competição europeia a sociedade luso-brasileira não foi suficiente para garantir a vitória, ontem, no mercado interno, a dupla chegou e bastou para assegurar uma goleada por 4-0.

É uma questão de exigência. O RB Leipzig e a Liga dos Campeões estão a um nível bem distinto do Marítimo e da Liga portuguesa. E se, para a Champions, este Benfica não tem fôlego, para o campeonato nacional tem pulmão mais do que suficiente, como se provou neste sábado.

Com os campeões nacionais a apresentarem exactamente o mesmo “onze” nas duas partidas, a história dos dois jogos foi bem distinta. Neste sábado, na Luz, depois de um início de jogo pouco conseguido e em que até foi surpreendido pela pressão adiantada realizada pelo Marítimo, o Benfica foi capaz de se recompor e em dois raides desfez as esperanças insulares em repetir aquilo que já tinha feito, esta época, a FC Porto, Sporting e Sp. Braga, ou seja, roubar pontos. E depois ficou com o jogo na mão, chegando com toda a tranquilidade à goleada. Na quarta-feira, como se sabe, a história foi bem diferente, com o RB Leipzig a ter outros argumentos, deixando visíveis as limitações dos “encarnados” e que nem a sociedade Pizzi-Vinícius conseguem escamotear.

O Marítimo, com um novo técnico no banco de suplentes, entrou na Luz com audácia. Getterson e Maeda, logo nos primeiros instantes, incomodaram Vlachodimos. Mas se a linha da frente maritimista revelava qualidade, o mesmo já não se pode dizer do sector mais recuado, que vacilou logo nas primeiras vezes em que foi testado.

Pizzi e Vinícius construíram em pouco mais de dez minutos os dois primeiros golos da partida: o primeiro apontado pelo português após assistência do brasileiro, que segurou bem a bola no interior da área do Marítimo antes de servir Pizzi; o segundo invertendo-se os papéis, com o português a cruzar e Vinícius a encostar para dentro da baliza.

Com Taarabt e Chiquinho em bom plano e a burilarem o futebol benfiquista pelo meio do terreno, o Marítimo foi baixando os braços. E perdeu todas as esperanças de conseguir algo do jogo quando Vinícius marcou o seu segundo golo na partida, de novo após assistência de Pizzi, embora, desta vez, Amir, com uma defesa incompleta, tenha dado uma ajuda involuntária.

Na segunda parte, o jogo não se alterou. O Benfica manteve o controlo do jogo, mesmo depois da expulsão, por duplo cartão amarelo de Gabriel, o que obrigou as “águias” a jogarem em inferioridade numérica durante meia-hora. Mas, nessa altura, já Vinícius tinha chegado ao “hat-trick”, o seu primeiro com a camisola do Benfica vestida, na recarga a um remate de fora da área de Chiquinho, e a goleada “encarnada” era demasiado pesada para permitir ao Marítimo qualquer tipo de ilusões.

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