Adriano Miranda

A indústria têxtil portuguesa “morreria se não fizesse este caminho” da sustentabilidade

A sustentabilidade surge como tábua de salvação para a indústria têxtil portuguesa, que vê nela uma forma de fazer face à concorrência internacional. Mas o caminho é sinuoso e as soluções ainda muito embrionárias. Do mito do algodão orgânico aos dilemas da reciclagem.

Para a indústria têxtil portuguesa, “a sustentabilidade é um caminho inevitável”. “Iríamos morrer se não o fizéssemos, porque estaríamos a competir com todos os outros”, assume António Braz Costa, director-geral do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (Citeve). “A recuperação da indústria têxtil e de vestuário portuguesa nos últimos dez anos deveu-se precisamente a esta mudança de foco. A maioria das empresas deixou de competir pelo preço para começar a competir pelo valor”, acrescenta Paulo Vaz, director-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP).