Crítica

A super-heroína ecológica da Islândia

Está entre a comédia familiar e o thriller político, como a sua heroína não quer escolher entre ser mãe e ser activista. Mas o filme é mais convencional do que parece.

,Halldóra Geirharðsdóttir
Fotogaleria
Fotogaleria
Mulher em guerra
Fotogaleria
,Mulher em guerra
Fotogaleria
Fotogaleria

A mulher em guerra do título é Halla e encontramo-la a sabotar as linhas eléctricas numa paisagem de cortar a respiração enquanto por trás dele um trio de piano, bateria e tuba vai tocando. O trio está sempre a aparecer onde menos se espera, substituído e/ou acompanhado por um trio de cantoras ucranianas, enquanto Halla se mete em sarilhos cada vez maiores, porque é uma super-heroína em segredo — uma activista ambiental disposta a tudo para impedir que a sua bela Islândia se torne parque de diversões. Ah: Halla tem uma irmã gémea à beira de ir passar dois anos num ashram na Índia e, quando o cerco se começa a apertar, recebe finalmente notícias que o pedido de adopção que acreditava já não ser possível vai avançar.