Não, a Confeitaria Nacional não vai fechar

Informação falsa a circular nas redes sociais é desmentida pela empresa e pela câmara municipal.

Bolo-rei é um dos produtos mais afamados da casa
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Bolo-rei é um dos produtos mais afamados da casa Tiago Machado

Esta segunda-feira começou a espalhar-se no Facebook uma publicação que dava como certo o encerramento da Confeitaria Nacional, a mais antiga de Lisboa ainda em funcionamento e loja emblemática da Baixa. Não é verdade. “Não vamos fechar. Vamos ficar no mesmo sítio, esperamos que por muitos anos”, disse ao PÚBLICO Fernanda Vicente, uma responsável da empresa.

O prédio em que a confeitaria está instalada desde 1829 foi um dos imóveis vendidos pela seguradora Fidelidade a empresas do grupo Apollo no ano passado. Como sucedeu em inúmeros outros casos de edifícios envolvidos nesta transacção, os inquilinos daquele quarteirão também receberam cartas a informá-los de que os seus contratos de arrendamento não seriam renovados.

Há duas semanas, uma reportagem do jornal i dava conta da revolta de alguns destes inquilinos e informava que a Confeitaria Nacional, contactada, não tinha esclarecido a situação em que se encontrava. Terá sido esse o rastilho da informação falsa que começou a circular nas redes sociais.

A confeitaria está integrada no programa Lojas com História, da Câmara de Lisboa, desde que ele foi lançado em 2016. Por força de uma alteração legislativa ocorrida em 2017, os estabelecimentos comerciais integrados neste programa gozam de protecção no arrendamento, não podendo ser despejados num período de cinco ou dez anos, consoante o tipo de contrato que tenham.

O PÚBLICO pediu informações sobre este assunto à equipa do Lojas com História, que ainda não respondeu. Na manhã desta terça-feira, a câmara fez uma publicação no seu Facebook a sugerir uma visita à Confeitaria Nacional e, perante muitos comentários que procuravam saber mais informações sobre o futuro do histórico estabelecimento, foi respondendo que “não existe nenhuma informação credível sobre um possível encerramento”.

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