Louis Vuitton compra Tiffany, a marca de jóias eternizada por Audrey Hepburn

O negócio deverá estar concluído a meados do próximo ano. A transacção custará 14,7 mil milhões de euros à LVMH e representa a maior aposta financeira do grupo de luxo francês.

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A compra vem reforçar o sector de joalharia da gigante de luxo francesa. Reuters/LUCY NICHOLSON

A Louis Vuitton comprou a Tiffany, marca de jóias norte-americana por cerca de 14,7 mil milhões de euros, a maior aquisição de sempre da empresa de luxo francesa LVMH. A transacção deverá estar concluída em meados do próximo ano.

O sector da joalharia está em rápido crescimento nos bens de luxo. Com isso em mente, a LVMH comprou a Tiffany por 122 euros por acção. No sector de jóias e relojoaria, o conglomerado francês de marcas de luxo já conta com a Bulgari e a Tag Heuer.

“A compra da Tiffany vai reforçar a posição da LVMH no sector da joalharia e ainda aumentar a presença do grupo nos Estados Unidos”, declararam a LVMH e a Tiffany em comunicado, enviado à Reuters. O CEO da Tiffany, Alessandro Bogliolo, explicou que a transacção vai “proporcionar maior apoio, recursos e um impulso”. O conselho de administração da Tiffany aconselhou os accionistas a aprovarem a transacção multimilionária.

Para já, o mercado está a reagir bem ao anúncio. As negociações entre a LVMH e a Tiffany iniciaram-se há cerca de cinco semanas, quando a empresa francesa fez a oferta de 108 euros por acção. Contudo, o interesse pela marca norte-americana já dura há vários anos, revela fonte próxima da Louis Vuitton.

A Tiffany nasceu em 1837 e é conhecida pelas suas caixas azul-turquesa. A loja-mãe em Nova Iorque foi imortalizada por Audrey Hepburn no filme Breakfast at Tiffany’s. Ainda que a marca tenha mais de 300 lojas em todo o mundo, mais de metade das vendas são feitas naquela loja icónica. Nos últimos anos, a marca norte-americana tem tido dificuldade em chegar às novas gerações e em competir com rivais que vendem peças mais em conta.

Através da Tiffany, a LVMH quer chegar ao mercado asiático, onde os consumidores chineses entre os 20 e os 30 anos têm vindo a potenciar o crescimento da indústria dos bens de luxo. Hoje, as receitas da LVMH, liderada por Bernard Arnault, o homem mais rico de França, provêm sobretudo de marcas secundárias como a Dior, a Givenchy ou a Fendi.

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