Rituais que exigem tempo

Os charutos, os whiskies, a alta-fidelidade e, em certos formatos, os livros têm amiúde a leitura de artigos de luxo – ou, dependendo da perspectiva, sinais tangíveis de elitismo. Quando, na verdade, encerram em si um luxo mais mundano e isento de etiqueta de preço, sem o qual pouco mais servem do que o mero propósito do estatuto: o tempo para apreciá-los. É o ritual que lhes dá sentido e razão de ser.

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Sara Matos

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