Um novo mapa de Itália, versão design

Uma exposição propõe, sob a lente do design, “uma leitura positiva do que hoje é visto como um problema social” — os migrantes do Mediterrâneo e o seu impacto em Itália. Um país crítico que já não é só Milão e sua órbita. É sul, é artesanato, é clima.

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ADRIANO MIRANDA
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Formafantasma é um dos mais reconhecidos estúdios do novo design italiano; neste projecto desenharam tapetes para a Nodus como um tributo rocócó ao trabalho detalhado do ornitólogo John James Audubon ADRIANO MIRANDA
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Projecto de Sara Ricciardi, que desenha peças únicas com profunda exploração narrativa que se posicionam entre a arte e o design ADRIANO MIRANDA
,Bicicleta
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Na última sala da exposição, os quadros das bicicletas são únicos e peças de arte da Officina Dario Pegoretti ADRIANO MIRANDA
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A carpintaria social K_Alma é um dos exemplos de design sincrético, com artesãos, associações e a cultura de projecto do design se unem para causar efeitos positivos na comunidade ADRIANO MIRANDA
Bienal do Porto Design
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Uma das peças da Avventura di Latta, projecto de Riccardo Dalisi que emprega migrantes e refugiados políticos ADRIANO MIRANDA

Esta pode ser a história de um romance entre um velho latoeiro siciliano e um casal de arquitectos e designers milaneses. A Martinelli Venezia é um estúdio de design que se divide entre Milão, centro tradicional do design italiano, e Palermo, capital siciliana cuja exportação mais óbvia não é de todo o design. Um dia reuniram-se, fizeram coisas novas numa rua de coisas velhas e, mesmo depois da morte do mestre latoeiro Nino Ciminna, a história continuou. Esta história de amor serve de pista para contar outra história, mais ampla, sobre um país de designers cuja geografia está a mudar. A exposição Frontiere da 1.ª Porto Design Biennale (PBD) mostra o novo mapa de Itália, versão design.