Concorrentes têm 90 dias para mostrar projectos para expansão do metro do Porto

Os sete consócios que passaram a fase de pré-qualificação do concurso para a expansão do metro do Porto têm, a partir desta terça-feira, 90 dias para apresentarem os projectos de execução das duas novas linhas desta rede.

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Nas linhas devem transportar dez milhões passageiros por ano Paulo Pimenta

“Com a aprovação pelo Conselho de Administração da Metro do Porto, SA, dos relatórios dos júris dos concursos, para a fase de pré-qualificação, os concorrentes vão ser convidados a apresentar propostas para a execução da Linha Circular (Linha Rosa), Aliados/Praça da Liberdade – Casa da Música/Boavista, com o Preço Base de 175 milhões de euros, e para a extensão da Linha Amarela desde Santo Ovídio a Vila d’Este – com o Preço Base de 95 milhões de euros”, explicou a empresa Metro do Porto em comunicado.

Os consórcios pré-qualificados para esta última fase incluem as seguintes empresas: Mota-Engil/ Spie Batignolles International / Mota-Engil Railway Engineering, Sacyr-Somague / DST/ Sacyr Neopul / Lucios; Acciona Construcción/Casais – Engenharia e Construção; Alexandre Barbosa Borges/ Construcciones y Promociones Balzola / Geotunel, S.L. / Azvi SA; Zagope - Construções e Engenharia/COMSA/ Fergrupo - Construções Técnicas e Ferroviarias; Teixeira Duarte / EPOS -Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, SA / Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A e a dupla Ferrovial Agroman/ Alberto Couto Alves.

“A construção da Linha Rosa, entre as estações de S. Bento e da Casa da Música, tem um prazo de execução de 42 meses, sendo o prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídio e Vila d’Este a executar em 34 meses. O investimento global considerado para a expansão é de 307 milhões de euros, valor que inclui as empreitadas objecto dos presentes concursos, bem como os encargos relativos a concepção e projeto, expropriações, fiscalização e instalação dos sistemas de sinalização e apoio à exploração”, explica a Metro do Porto.

Segundo esta empresa pública, as empreitadas, cujo arranque depende, agora, de um processo de adjudicação sem percalços, vão decorrer entre 2020 e 2023 e incluem a construção de seis quilómetros de linha e sete estações. Os estudos relativos e esta expansão da rede apontam para um cenário de conquista de mais de 10 milhões de novos clientes anuais.