Greta Thunberg
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Greta Thunberg EPA/ANDY RAIN

Greta Thunberg no Parlamento entre final do mês e início de Dezembro

Greta Thunberg aceitou participar numa sessão na Assembleia da República, em Lisboa, diz presidente da comissão parlamentar, José Maria Cardoso. “Significa que vamos ter a maior mobilização de sempre”, reage organização da Greve Climática Estudantil.

A activista sueca Greta Thunberg aceitou participar numa sessão na Assembleia da República, em Lisboa, promovida pela comissão parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, que se realizará entre o final deste mês e início de Dezembro.

Segundo disse esta terça-feira à Lusa o presidente da comissão parlamentar, José Maria Cardoso, “houve receptividade” por parte dos representantes da activista ao convite feito pelos deputados, pelo que Greta Thunberg deverá estar no Parlamento “entre o final deste mês e os primeiros dias de Dezembro”.

Há uma semana, os deputados da comissão parlamentar de Ambiente aprovaram, por unanimidade, a proposta para a vinda de Greta Thunberg a Portugal. A proposta, apresentada pelo presidente da Comissão de Ambiente, teve aprovação unânime dos deputados e foi aceite pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, disse José Maria Cardoso. O deputado do BE que preside à comissão explicou que “a sessão não tem data em concreto” devido a “condicionalismos” relacionados com o meio de transporte da activista, que se desloca de veleiro e que se está a caminho dos Açores.

Também a Greve Climática Estudantil portuguesa convidou a jovem ambientalista, com 16 anos, a juntar-se ao protesto convocado para 29 de Novembro. Alice Gato, uma das organizadoras, foi surpreendida com esta notícia através de uma chamada telefónica do P3. "Significa que vamos ter a maior mobilização de sempre”, disse, entre risos, sem conseguir esconder o entusiasmo, que, ressalva, estava a ser partilhado pelos outros três organizadores da greve com quem se encontrava. “Ainda não acreditamos.”

Ainda que não se saiba se Greta vai, ou não, participar no protesto de Lisboa, uma vez que não respondeu a esse convite, a organização da greve portuguesa já tinha mostrado disponibilidade para alterar a data, se fosse o caso, para contar com a presença da jovem sueca. “Não importa só o facto de a Greta vir, mas também de dar muito mais peso às nossas reivindicações e exigências”, realça a activista portuguesa, referindo-se ao que leva os jovens para as ruas no final do mês. “Os problemas nacionais que ainda temos continuam a ser grandes, apesar do anúncio do fecho das centrais termoeléctricas de Pego e de Sines.” No comunicado a anunciar a convocatória, os grevistas condenam projectos como “a construção do aeroporto do Montijo e a expansão do da Portela, as dragagens no rio Sado e a exploração de lítio e de gás ‘natural’ um pouco por todo o país”. 

Em Setembro de 2018, Greta Thunberg iniciou uma greve escolar em frente ao Parlamento sueco para exigir medidas contra as alterações climáticas, que inspiraram um movimento global e levaram-na a ser recebida pelos líderes mundiais e a participar de conferências de alto nível.