Ford revela o novo Mustang Mach-E, um SUV 100% eléctrico

Eis uma nova versão do Mustang da Ford, o pony car assume uma postura de SUV e chega à Europa no final de 2020. E nem o patrão da Tesla lhe resistiu: Elon Musk enviou os parabéns ao concorrente.

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Ford Mustang Mach-E Rebecca Cook/Reuters
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Se alguém, em 1964, tivesse sugerido a ideia de criar um Mustang eléctrico, provavelmente veria a sua carreira na indústria automóvel terminar num ápice. Mais de meio século depois, porém, a história é outra e a Ford não quer que o seu pony car perca actualidade. E, mudam-se os tempos, mudam-se os discursos.

No início do século XX, “Henry Ford disse que estava a trabalhar em algo que iria cair como um potente relâmpago”, relembrou Bill Ford, CEO da Ford Motor Company. “Falava, então, do Model T. Hoje, a Ford Motor Company tem o orgulho de desvendar um automóvel que surge, de novo, como um potente relâmpago: o novo e 100% eléctrico Mustang Mach-E”, anunciou. 

O novo Ford Mustang Mach-E, um modelo 100% eléctrico, reclama “potência, estilo e liberdade” e uma autonomia de 600 quilómetros, segundo os parâmetros mais rigorosos do WLTP, os critérios de medição dos consumos e emissões. Além disso, continua a não querer defraudar o espírito de potência do original, surgindo com o equivalente a 465cv e um binário máximo de 830 Nm, acelerando dos 0 aos 100 km/h em escassos cinco segundos, entrando assim na corrida por um lugar entre os modelos de produção em série eléctricos mais velozes. 

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Mas, talvez mais importante que tudo isso, o lançamento de uma versão eléctrica do Mustang permite reduzir as emissões da gama, numa altura em que a marca não pretende desistir da Europa, onde, a partir do próximo ano, haverá tectos máximos de emissões e multas para os infractores. Afinal, o Mustang é quase um recém-nascido no Velho Continente: chegou apenas há quatro anos, em duas versões - 5.0 de 421cv e 2.3 EcoBoost Convertible.

Assente numa plataforma desenvolvida de raiz para acomodar soluções eléctricas, o Mustang Mach-E é um dos 14 modelos electrificados que a Ford irá introduzir na Europa até ao final de 2020. Mas não é apenas nisto que o automóvel inova. Piscando o olho a um dos segmentos actualmente mais apetecíveis, a gama Mustang vê nascer uma proposta com carroçaria SUV, sem descurar de se apresentar com “uma silhueta bonita”, nem de se afirmar “imbuído de todo o prazer de condução que é crucial para os nossos clientes na Europa”.

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“O Mustang Mach-E representa o início de uma nova era para a Ford e não poderíamos estar mais satisfeitos por levá-lo até aos nossos clientes na Europa”, disse Stuart Rowley, presidente da Ford Europa​. “Este veículo totalmente novo representa muito mais do que apenas uma condução em zero emissões: representa experiências em liberdade e sem stress, em total paz de espírito, para todos os proprietários de veículos eléctricos.”

O lançamento do novo modelo causou um burburinho por todo o lado e nem um dos seus concorrentes deixou de lhe prestar a devida vénia: Elon Musk, o CEO da Tesla, escreveu no Twitter “Parabéns pelo Mach E!”, afirmando-se "animado por ver este anúncio da Ford, pois também encorajará outras montadoras a tornarem-se eléctricas”.

Mustang, um pónei com história

Nascido como o primeiro pony car, ou seja, um carro musculado (muscle car, como, aliás, é muitas vezes e erradamente visto na Europa), mas acessível no preço e mais compacto, o Mustang foi efectivamente revolucionário, colocando potência e velocidade ao serviço dos gostos mais jovens.

E por que razão foi escolhida a palavra “pony” (pónei) para criar um subsegmento? Ora, se o nome do Mustang era inspirado no cavalo de raça homónima, então o facto de se apresentar menor do que os carros musculados da época, fazia dele um pónei.

Seja como for, o que o Mustang representava era um motor de grande capacidade, emissões a rodos e barulho (há quem lhe chame ‘música’) de fazer rodar cabeças. Porém, não desespere já: a Ford promete que este eléctrico terá “uma sonoridade única”.