Alemanha cilindra depois do susto, País de Gales garante última vaga

“Mannschaft” esteve a perder com a Irlanda do Norte, mas segurou lugar entre os cabeças de série com um hat-trick de Gnabry. Holanda não deu hipóteses à Estónia nem a Portugal, com Wijnaldum em alta.

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LUSA/RONALD WITTEK

A última jornada da fase de qualificação para o Euro 2020 revelou, nesta terça-feira, o último dos 20 finalistas, com o País de Gales a vencer (2-0) na recepção à Hungria (com bis de Ramsey) e a garantir o segundo lugar do Grupo E, acompanhando a vice-campeã mundial, a Croácia. 

A noite das últimas decisões — apesar de faltarem ainda quatro selecções, que sairão dos play-off, para completar o lote de 24 candidatos à sucessão de Portugal, actual campeão da Europa — não trouxe surpresas substanciais, apesar da tentativa, frustrada, da Irlanda do Norte baralhar as contas do Grupo C, antecipando-se à principal candidata a preencher a sexta vaga destinada aos cabeças de série, no pote 1. 

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Pressionada pela Holanda (que não deu hipóteses à Estónia, vencendo por 5-0), a Alemanha foi surpreendida pelos norte-irlandeses, que se colocaram em vantagem logo ao sétimo minuto, com um golo de Michael Smith, a aproveitar alívio incompleto de Toni Kroos, que gelou a Arena de Frankfurt. Até porque nesse momento a Holanda já vencia, em Amesterdão, com um golo de Wijnaldum (6’), vantagem rapidamente reforçada por Aké (19’) — o médio do Liverpool assinaria o segundo hat-trick da noite, deixando Boadu (87’) fechar as contas. 

Confirmava-se, assim, quão remota era a possibilidade de Portugal poder subir um degrau e passar a equipa de Ronald Koeman no ranking dos melhores segundos classificados, pelo que a selecção nacional estará, em definitivo, no pote 3. 

Nesse instante, a Alemanha caía momentaneamente para o segundo pote, destino contrariado por Serge Gnabry, a grande figura da “Mannschaft”, ao repor a igualdade (19’), desfeita por Goretzka (43’) ainda antes do intervalo. Os germânicos resolveram a questão nos primeiros 15 minutos da segunda metade, com Gnabry a completar o hat-trick (47’ e 60’), encerrando aí a questão relativamente ao dono do lugar no primeiro pote, com Goretzka a bisar (73’) e Brandt a selar o 6-1, aos 91’.

Também em ritmo de goleada — igualmente consumada depois de uma entrada em falso —, a inatacável Bélgica, já com a situação completamente definida no Grupo I, teve a tranquilidade necessária para dar a volta completa a um Chipre atrevido, que ainda silenciou o Estádio Rei Balduíno, em Bruxelas, com um golo de Ioannou (14’). Benteke (16’ e 68’) e Kevin De Bruyne (35’ e 41’) bisaram e arrasaram por completo os cipriotas (6-1), havendo ainda a registar um golo de Carrasco (44’) e um autogolo de Kypros (51’). Uma avalanche que permitiu aos belgas estabelecerem o máximo de 40 golos marcado e apenas três sofridos, superando a marca da Itália (37-4) e dividindo apenas o estatuto de defesa menos batida com a Turquia. 

Os belgas tiveram um “vice” à altura, já que a Rússia massacrou (0-5) em São Marino, com a particularidade de ter havido cinco marcadores diferentes: Kuzyaev (3’), Petrov (19’), Miranchuk (49’), Ionov (56’) e Komlichenko (78’). Os russos já haviam assegurado um lugar no pote 2, tendo terminado esta fase com 24 pontos — perderam apenas os dois jogos com os “diabos vermelhos”.

Sem alterações possíveis, o Grupo G confirmou a hegemonia da Polónia, ao receber e vencer a Eslovénia (3-2), que viu a Macedónia do Norte bater Israel (1-0), terminando com a mesma pontuação, enquanto a Letónia surpreendia a “vice” Áustria (1-0), alcançando a primeira vitória da qualificação. 

Mera curiosidade numa jornada crucial para o País de Gales, que com o tal bis de Ramsey conquistou o direito a disputar o Euro 2020, deixando a Hungria resignada e ultrapassada pela Eslováquia, que em Trnava se impôs (2-0) ao Azerbaijão.