Se não aprendem, chumbam. Fácil, não é?

Caro Tiago Brandão Rodrigues, antes de avançar com o plano, garanta que há condições orçamentais e humanas para o levar avante. Se não tiver garantias, deixe-se estar.

De tempos a tempos, dizem-nos que o ensino público é uma bandalheira facilitista e que todos os alunos passam de ano, saibam ou não. Às vezes, também me deixo levar na onda e assusto-me. O ano 2019 não foi excepção. Em Setembro, apanhei um susto. Fui informado de que, de acordo com novas orientações do Ministério da Educação, os professores deixavam de poder fazer testes de avaliação aos alunos! Ainda por cima, como que a confirmar a informação recebida, vi que a minha filha não tinha testes marcados a quase nenhuma disciplina. Conversei com a minha mulher e, contrariados, lá concluímos que, se iam abandalhar o ensino público, mais não nos restava do que recorrer ao privado.